
Caraguatatuba começa a aplicar testes rápidos contra Covid-19
Caraguatatuba começou a aplicar testes rápidos em profissionais e moradores da cidade para identificar possíveis casos de infectados da Covid-19. A cidade tem 500 casos positivos e é a terceira do Vale do Paraíba com mais mortes pela doença, com 38 vítimas.
Os bairros com maiores registros da doença são Indaiá, Pereque Mirim, Barranco Alto, Travessão e Gaivotas, Poiares e Praia das Palmeras. De acordo com a Secretaria de Saúde do município, 3.865 testes rápidos para Covid-19 já foram aplicados em profissionais de saúde, grupos de risco e setores definidos pela secretaria como Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), profissionais e pacientes da nefrologia, funcionários dos Correios, trabalhadores do transporte coletivo, policiais, funcionários e internos da Fundação Casa. Na próxima semana serão feitos em trabalhadores do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caraguatatuba.
O teste rápido de anticorpos para o novo coronavírus é usado como apoio para a avaliação do estado imunológico de pacientes que apresentem sintomas, pois aponta se a pessoa teve ou não contato com o vírus.
Segundo a pasta, “o teste rápido é indicado apenas entre o sétimo e décimo dia do início dos sintomas, como febre e tosse. Isso quer dizer que, mesmo os negativos, estes podem vir a ser positivos, pois o teste não consegue diagnosticar o início da doença, sendo que ele mede o anticorpo”. O exame é feito com o uso de amostras de sangue, soro ou plasma e o resultado fica pronto entre 10 e 30 minutos.
A compra de outros 2 mil testes rápidos está em processo de licitação. Além disso, estão previstos mais 500 testes de PCR, que é baseado na detecção do RNA viral em amostras de swab da nasofaringe e pode ser feito desde o primeiro dia dos sintomas.
Tomografia
Junto com os testes rápidos, os pacientes com sintomas também são submetidos a tomografia — um aparelho foi instalado na UPA Central, para ajudar no diagnóstico e tratamento rápido.
Dependendo do quadro geral, ou seja, se a pessoa for jovem e não tiver comorbidades como diabetes, hipertensão, doença renal crônica e outras, e estiver com 10% dos pulmões comprometidos, poderá fazer o tratamento em casa. Se o comprometimento for de 25%, ficará de dois a três dias na UPA.
Se for de 50%, a internação no hospital é imediata. Caso a pessoa seja do grupo de risco e apresente qualquer alteração nos pulmões detectada na tomografia, o procedimento é a internação.
