Coronavírus: segurança alimentar é maior desafio para periferia de Campinas na pandemia, diz Feac

Imagem aérea do Parque Oziel, em Campinas, uma das áreas analisadas pelo estudo — Foto: Reprodução/EPTV Imagem aérea do Parque Oziel, em Campinas, uma das áreas analisadas pelo estudo — Foto: Reprodução/EPTV

Imagem aérea do Parque Oziel, em Campinas, uma das áreas analisadas pelo estudo — Foto: Reprodução/EPTV

Um levantamento realizado pela Fundação Feac aponta que a segurança alimentar é o maior desafio para a população periférica de Campinas (SP) em meio à pandemia da Covid-19. Segundo o estudo, cerca de 69% dos entrevistados consideram a garantia de alimentos às famílias como uma demanda crítica.

Para elaborar o levantamento, foram entrevistadas lideranças comunitárias, moradores e técnicos dos serviços de proteção social, educação e saúde de dez territórios categorizados como socialmente vulneráveis, com base em um mapeamento realizado pela fundação em março deste ano.

As regiões e bairros avaliados incluem:

  1. Conjunto Habitacional Vida Nova/Mauro Marcondes;
  2. Jardim Campo Belo;
  3. Jardim Flamboyant;
  4. Jardim Itatinga;
  5. Jardim Oziel/Monte Cristo;
  6. Parque Floresta/Jardim Bassoli;
  7. Região da Vila San Martin;
  8. Região do Jardim São Marcos;
  9. Região dos DICs;
  10. Vila Castelo Branco.

Demandas emergenciais

A demanda por auxílios, benefícios e manutenção da renda ocupa o segundo lugar, sendo considerada crítica por 61% dos entrevistados. “Sem qualquer possibilidade de garantia de renda, a desigualdade social é acentuada e a situação de vulnerabilidade ainda mais agravada”, destaca o relatório.

O levantamento aponta ainda que a condição do emprego é crítica para 59% das lideranças participantes.

“Para um dos entrevistados do Jd. Bassoli, o desemprego gerou ainda mais impacto para as mulheres chefes de família, em sua maioria empregadas domésticas, que tiveram suas relações de trabalho interrompidas pelo cenário atual”, afirma o estudo.

Segundo o relatório, outras demandas emergenciais destacadas incluem o cumprimento dos protocolos para prevenção da Covid-19, considerado crítico para para 58% das lideranças entrevistadas; o transporte público, considerado crítico por 55%; e o acesso à educação, avaliado como crítico por 46,2%.

“No universo dos entrevistados, 48% avaliam como crítica a oferta de educação nesse momento. Para eles, as crianças estão totalmente sem aulas. Já em 31% dos casos a oferta é precária, sobretudo por conta das dificuldades em acessar uma rede de internet de qualidade e com alguma regularidade para acompanhar as aulas”, destaca o estudo.

Infográfico mostra os sintomas da Covid-19 — Foto: G1 Infográfico mostra os sintomas da Covid-19 — Foto: G1

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By Tribuna ABC

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