
Pesquisa da Unicamp mostra que
Uma pesquisa da Unicamp apontou que 59% dos entregadores de aplicativos entrevistados sentiram queda na remuneração paga pelas empresas durante a pandemia de Covid-19. O resultado é fruto de um estudo que avaliou os impactos da doença nas condições de trabalho dos funcionários que atendem em plataformas digitais.
No total, 298 trabalhadores responderam a um questionário online. Para fazer a comparação com o período anterior ao surgimento do novo coronavírus, a instituição desconsiderou funcionários que afirmaram ter começado a trabalhar depois do surgimento na doença no Brasil, reduzindo o número de pessoas avaliadas para 270.
Ainda em relação a remuneração, 29,6% dos entrevistados relataram que os salários permaneceram inalterados, 10% afirmaram que houve aumento e 1,5% não responderam às questões.
A faixa salarial também foi analisada na pesquisa. Do total dos entrevistados, 47,4% declararam rendimento semanal de até R$ 520, o que corresponde a R$ 2,8 mil por mês. Além disso, a parcela de entregadores que tem remuneração inferior a R$ 260 por semana dobrou, passando a compor 34,4% dos entrevistados.
A pesquisa ainda avaliou o perfil dos entrevistados, em relação a gênero, faixa etária, cor ou raça, e também considerou indicadores como aumento na carga horária e apoio das empresas com medidas preventivas de combate à Covid-19, sendo que 57,7% relataram não ter recebido nenhuma orientação.
“A grande maioria ou manteve o seu tempo de trabalho ou aumentou. Ao mesmo tempo, houve uma queda da remuneração muito significativa para grande parte dos trabalhadores. Uma profissão que está se tornando cada vez mais arriscada e estão enfrentando praticamente por conta própria os riscos da pandemia”, avaliou a pesquisadora Ludmila Costhek Abílio, que participou do estudo.
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CAMPINAS – 01/07 às 9h – Concentração do movimento começou por volta de 9h na rotatória do Castelo, em Campinas — Foto: Johnny Inselsperger/EPTV
Motociclistas cadastrados em aplicativos de entrega protestam em Campinas (SP) para cobrar melhores remunerações, fim de bloqueios de trabalhadores e mais equipamentos de proteção. A concentração do ato começou por volta de 9h desta quarta-feira (1º) na rotatória do Castelo. O movimento faz parte de uma paralisação nacional da categoria.
Mesmo com chuva, os manifestantes começaram um comboio às 10h30 e, até meio-dia, seguiam pelas principais avenidas da cidade, dentre elas a Francisco Glicério, Norte-Sul e Princesa d’Oeste.
Os trabalhadores reclamam também da falta de apoio à categoria. Estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) se uniram aos entregadores e, com faixas, apoiaram o movimento.
