Criança que caiu do 4º andar de prédio em SP foi 'salva' por antena de TV, diz testemunha

Criança que caiu do 4º andar de edifício em Praia Grande (SP) foi 'salva' por antena de TV, diz testemunha — Foto: G1 Santos 1 de 2
Criança que caiu do 4º andar de edifício em Praia Grande (SP) foi ‘salva’ por antena de TV, diz testemunha — Foto: G1 Santos

Criança que caiu do 4º andar de edifício em Praia Grande (SP) foi ‘salva’ por antena de TV, diz testemunha — Foto: G1 Santos

Uma moradora do edifício onde uma criança de 7 anos sobreviveu após cair do 4º andar, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, relatou ao G1, nesta quarta-feira (8), os momentos de tensão que viveu ao perceber o menino caído. Segundo ela, uma antena de televisão teria amortecido a queda, fazendo com que o menino quebrasse apenas o fêmur ao despencar de uma altura de mais de sete metros.

A vizinha, que preferiu não se identificar, afirma que foi a primeira pessoa a notar a criança caída. O acidente aconteceu por volta das 6h30 desta terça-feira (7), momento em que a moradora levantava para preparar o café da manhã para o marido.

“Ouvi um barulho e fui ver o que tinha acontecido. Pensei que meu filho tinha caído da cama enquanto dormia”, relata a testemunha. “Quando cheguei no quarto, vi que tinha sido lá fora. Abri a janela e vi que o menino já estava no chão. Comecei a gritar por ajuda”.

O acidente aconteceu em um edifício na Rua Marisa Ferreira dos Santos, no bairro Vila Sônia. Conforme relatado pelo pai da criança à Polícia Civil, ele havia saído para acompanhar a mãe até um ponto de ônibus, poucos minutos antes. Ele afirmou, ainda, que a esposa estava sendo perseguida há alguns dias, e por isso foi acompanhá-la, deixando o menino sozinho.

A vizinha relata que chamou o marido para ficar com a criança, enquanto acionava o resgate. “Pedi para meu esposo não deixar ele se mexer. Estava com muita dor, chamando pelos pais”, afirma. “Não aguentei ficar perto, olhando. Eu estava em estado de choque, gritando por socorro. Se eu não conseguisse chamar a polícia e a ambulância, alguém conseguiria, me ouvindo”.

Segundo a testemunha, o pai da criança chegou poucos minutos após a queda. Quando soube do acontecido, entrou em desespero. “Só tinha ido levar a mãe ao ponto de ônibus, foi uma coisa muito rápida. O menino estava dormindo quando saíram”, conta. A vizinha conhecia a família da criança apenas de vista, mas conta que, após o ocorrido, manteve contato, para saber sobre o estado de saúde do menino.

“A mãe está bem abalada, em estado de choque. Quando ela recebeu a notícia pelo telefone, quase foi atropelada, pois estava atravessando a rua e não viu o sinal fechar”, conta. “O pai está se culpando muito, em desespero. A gente sabe que não foi culpa dele, uma criança de 7 anos já tem noção do perigo. E outra: o filho deles é uma criança super bem cuidada, educada. Brinco que parece um ‘bibelô”‘.

A criança foi socorrida, ainda consciente, por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, onde foi realizado todo o protocolo de traumatologia. O menino apenas quebrou o fêmur.

‘Antena o salvou’

A Polícia Civil afirma que a criança caiu do 4º andar, mas a moradora contesta a informação. “Eles contaram o térreo como 1º andar, então, na verdade, ele caiu do 3º”, diz. Segundo ela, o menino caiu primeiro em cima de uma antena que fica na parede do térreo, amortecendo a queda até chegar ao chão.

“O que salvou ele foi minha antena da televisão. Ele bateu nela e amorteceu a queda. Você pode ver, a antena agora está para baixo, totalmente torta, não estava assim antes”, afirma. “Ele só quebrou o fêmur. De todos os males, o menor. Graças a Deus, sobreviveu”.

Antena de televisão teria 'amortecido' a queda de menino de 7 anos e evitado maiores danos — Foto: G1 Santos 2 de 2
Antena de televisão teria ‘amortecido’ a queda de menino de 7 anos e evitado maiores danos — Foto: G1 Santos

Antena de televisão teria ‘amortecido’ a queda de menino de 7 anos e evitado maiores danos — Foto: G1 Santos

O caso foi registrado como abandono de incapaz na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, no entanto, ninguém foi preso, pois não ficou comprovada a intenção do pai de abandonar o menino. O caso será investigado pela Polícia Civil.

By Tribuna ABC

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