‘Desinformação de fake news é prejudicial para a democracia e pode abalar a lisura da disputa eleitoral’, afirma promotor de Justiça


Gilson Amâncio de Souza falou sobre as eleições municipais deste ano no programa G1 Entrevista. Promotor de Justiça Eleitoral concede entrevista ao G1 sobre a disputa municipal de 2020
O promotor de Justiça Eleitoral de Presidente Prudente, Gilson Amâncio de Souza, afirmou que a desinformação produzida pelas fake news é prejudicial para a democracia e pode abalar a lisura da disputa eleitoral.
O promotor participou do programa G1 Entrevista, onde falou sobre as eleições municipais deste ano (veja o vídeo acima).
“Da mesma forma que a informação correta, verdadeira, honesta, é imprescindível para a democracia, a desinformação, a informação maldosamente manipulada, a falsidade divulgada é prejudicial à democracia. Ela afeta de forma ruim o pleito eleitoral. Ela pode abalar a lisura da disputa eleitoral. Ela pode desconstruir a imagem de uma pessoa de forma criminosa”, declarou Souza.
Segundo o promotor, a propagação das chamadas notícias falsas pode render uma pena de dois a oito anos de reclusão, punição esta que ele caracterizou como “severa”.
O promotor de Justiça Eleitoral Gilson Amâncio de Souza participou do programa G1 Entrevista
Reprodução/G1
“Elas podem ter vários conteúdos. Elas podem ter menos ofensividade, ser menos prejudiciais e podem ser severamente prejudiciais, podem ser altamente danosas. Dependendo do conteúdo delas, podem caracterizar uma mera infração eleitoral ou podem caracterizar um crime contra a honra de alguém ou até um crime da própria administração da Justiça Eleitoral. E aí as penas podem ser severas, inclusive, com pena de prisão. O grau máximo da fake news pode dar pena de dois a oito anos de reclusão, que é uma pena severa”, declarou Souza.
De acordo com o promotor, a população deve se conscientizar a não propagar as notícias falsas.
“Evidentemente, o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral, dentro daquilo que a lei permite, farão tudo para coibir as fake news, mas a própria população precisa se conscientizar de que não deve propalar a fake news. Recebeu uma fake news, e muitas vezes elas são fáceis de identificar, não a propale, não divulgue antes de saber se aquilo é verdadeiro, principalmente quando ela denigre a imagem de alguém, principalmente quando ela calunia, difama, cria mentiras em torno da reputação de uma pessoa porque isso não contribui em nada para a democracia”, explicou o promotor.
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By Tribuna ABC

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