
Motociclistas protestam contra aplicativos de entrega durante a quarentena
Motociclistas cadastrados em aplicativos de entrega protestam em Campinas (SP) para cobrar melhores remunerações, fim de bloqueios de trabalhadores e mais equipamentos de proteção. A concentração do ato começou por volta de 9h desta quarta-feira (1º) na rotatória do Castelo.
Mesmo com chuva, os manifestantes começaram um comboio às 10h30 e, até meio-dia, seguiam pelas principais avenidas da cidade, dentre elas a Francisco Glicério, Norte-Sul e Princesa d’Oeste.
Os trabalhadores reclamam também da falta de apoio à categoria. Estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) se uniram aos entregadores e, com faixas, apoiaram o movimento.
O movimento em Campinas acompanha uma paralisação nacional da categoria marcada para esta quarta-feira.
As reivindicações são o aumento do valor recebido por quilômetro rodado e do valor mínimo, o fim dos bloqueios indevidos, garantia de seguros de roubo, acidente e vida, além de um auxílio pandemia.
1 de 3Motociclistas protestam por melhores condições de trabalho e remuneração em Campinas — Foto: Johnny Inselsperger/EPTV
Motociclistas protestam por melhores condições de trabalho e remuneração em Campinas — Foto: Johnny Inselsperger/EPTV
Associação das empresas
O G1 tentou contato por telefone com a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa os aplicativos, mas as ligações não foram atendidas.
Em nota divulgada à imprensa na manhã desta quarta, a organização afirmou que as empresas que atuam no setor de delivery informam que desde o início da pandemia foram tomadas diversas medidas de apoio, como distribuição gratuita ou reembolso pela compra de materiais de higiene e limpeza (máscara, álcool em gel e desinfetante) e a criação de fundos para pagar auxílio financeiro a parceiros diagnosticados com Covid-19 ou em grupos de risco.
Segundo a Amobitec, os entregadores cadastrados nas plataformas estão cobertos por seguro contra acidentes pessoais durante as entregas. A associação também informou estar aberta ao diálogo e que a mobilização desta quarta “não acarretará em punições ou bloqueios de qualquer natureza”.
2 de 3Entregadores percorrem a Avenida Francisco Glicério, em Campinas, durante protesto — Foto: Júlio César Costa/Arquivo pessoal
Entregadores percorrem a Avenida Francisco Glicério, em Campinas, durante protesto — Foto: Júlio César Costa/Arquivo pessoal
3 de 3Concentração do movimento começou por volta de 9h na rotatória do Castelo, em Campinas — Foto: Johnny Inselsperger/EPTV
Concentração do movimento começou por volta de 9h na rotatória do Castelo, em Campinas — Foto: Johnny Inselsperger/EPTV
