
Tedros Adhanom Ghebreyesus alertou que países devem preparar seus sistemas de saúde. Organização também pediu transparência e honestidade aos governos na comunicação com a população. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS, fala em entrevista coletiva, em imagem de arquivo
Reuters/Denis Balibouse
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou, nesta segunda-feira (7), que a pandemia de Covid-19 “não será a última” que a humanidade precisará enfrentar.
“Esta não será a última pandemia. A história nos ensina que surtos e pandemias são um fato da vida. Mas quando a próxima pandemia vier, o mundo deve estar pronto – mais do que estava desta vez”, alertou Tedros.
Ele também chamou atenção para o fato de que os países precisarão preparar melhor seus sistemas de saúde para enfrentar as próximas pandemias.
“Nos últimos anos, muitos países fizeram enormes avanços na medicina, mas muitos negligenciaram seus sistemas básicos de saúde pública, que são a base para responder aos surtos de doenças infecciosas”, afirmou Tedros.
“Parte do compromisso de cada país para se reconstruir melhor deve ser, portanto, investir na saúde pública, como um investimento em um futuro mais saudável e seguro”, disse o diretor-geral.
‘Transparência e honestidade’
A entidade foi questionada sobre as mensagens enviadas pelo governo brasileiro à população durante a pandemia. O presidente Jair Bolsonaro foi visto sem máscara em público em diversas ocasiões nos últimos meses, inclusive durante um desfile de homenagem à Independência nesta segunda-feira (7).
“Os cidadãos no Brasil e em muitos países podem olhar e buscar informações em várias fontes, e, certamente, acho bom estar em uma posição em que você pode ter uma confiança absoluta em qualquer governo, mas também é importante que as pessoas busquem várias fontes de informação”, respondeu o diretor de emergências da OMS, Mike Ryan.
Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS)
Christopher Black/OMS
A OMS já havia se manifestado sobre alguns posicionamentos de Bolsonaro. Na sexta (4), a entidade lembrou que “vacinas salvam vidas” ao ser questionada sobre uma publicação da Secretaria de Comunicação da Presidência que dizia não poder “obrigar ninguém” a tomar vacina (veja vídeo).
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