Estação que mede qualidade do ar em Ribeirão Preto está inativa há quase 5 meses após furto de fiação

Estação que mede qualidade do ar está inativa há quase 5 meses em Ribeirão Preto

Estação que mede qualidade do ar está inativa há quase 5 meses em Ribeirão Preto

A estação que mede a qualidade do ar em Ribeirão Preto (SP) está há quase cinco meses inativa. O equipamento, localizado dentro do Parque Maurílio Biagi, deixou de ser utilizado em março, quando ladrões furtaram a fiação elétrica no local.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que espera a reabertura do parque para repor os cabos na próxima semana.

Embora não seja possível apontar números, os moradores de Ribeirão Preto reclamam que, nos últimas dias, a qualidade do ar piorou com a baixa umidade, que está em alerta desde o final de junho, chegou a 23% na quinta-feira (13) e deve se manter abaixo dos 30% nesta sexta-feira (14).

Equipamento que mede a qualidade do ar em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV Equipamento que mede a qualidade do ar em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

Equipamento que mede a qualidade do ar em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

O período marcado pela falta de chuvas – são 66 dias até esta sexta-feira (14) – e por alta nas temperaturas vem acompanhado do acúmulo de queimadas na região. De acordo com o Corpo de Bombeiros, são de 20 a 30 ocorrências por dia na cidade.

“Este ano já estamos com uma média de mais de 500 incêndios nesse ano todo. O Corpo de Bombeiros criou um plano de contingência para que a gente possa dar maior vazão a esse atendimento de ocorrências”, afirma o capitão Gustavo Henrique Rissato.

Segundo a professora de química da USP Lúcia Campos, o principal alerta é com relação às pequenas partículas, que podem causar complicações à saúde.

“As grandes não são um grande problema, aquela fuligem que a gente vê, que a gente não gosta, que suja, essa é o menor dos problemas. O problema é da partícula fininha, aquela que às vezes a gente nem vê. Essa partícula fininha não fica retida como as mais grossas. Ela vai entrando no pulmão e chega à corrente sanguínea. E quando chega à corrente sanguínea ela pode se dissolver e se espalhar pelo corpo”, diz.

Ribeirão Preto (SP): tempo seco e queimadas pioram qualidade do ar na cidade — Foto: Reprodução/EPTV Ribeirão Preto (SP): tempo seco e queimadas pioram qualidade do ar na cidade — Foto: Reprodução/EPTV

Ribeirão Preto (SP): tempo seco e queimadas pioram qualidade do ar na cidade — Foto: Reprodução/EPTV

By Tribuna ABC

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