Estado de SP registra baixo índice de imunização das principais vacinas infantis

Desinformação reduz cobertura vacinal em SP

Desinformação reduz cobertura vacinal em SP

Os estado de São Paulo registra baixo índice de imunização das principais vacinas infantis. De acordo com o DataSUS, até junho, apenas 42% das crianças menores de um ano se vacinaram contra a Hepatite B, 59% contra a pneumonia e 68% tomaram a pentavalente, que previne da coqueluche e de vírus como o influenza B, responsável por infecções no nariz e na garganta.

O Brasil registrou o pior índice de cobertura de vacinas para crianças nos últimos anos, em 2019, de acordo com o SUS. Muitas crianças deixaram de se proteger da poliomielite, do sarampo e da febre amarela, por exemplo.

Devido a pandemia, muitas pessoas deixaram de ir aos postos de saúde, mas a vacinação é necessária.

Para o coordenador de infectologia pediátrica da sociedade brasileira de infectologia (SBI), Marcelo, Otsuka, os baixos índices de imunização se devem, principalmente, à desinformação.

“O desconhecimento é a principal causa. Tem muita gente que acaba fazendo fake news em relação a isso, ONGs que trabalham em relação a isso e é basicamente o desconhecimento. Se a gente for analisar o quanto de doença e morte nós prevenimos com a vacina, a gente entende que mesmo que tenha pequenos eventos adversos pela vacinas, elas valem a pena, elas são extremamente seguras em relação a população”, afirma Otsuka.

Deixar de se imunizar contra essas doenças pode ser ainda mais perigoso durante a pandemia do coronavírus.

“São uma serie de doenças complicadas, inclusive, o sarampo e tudo mais, que se elas estiveram ainda somadas ao Covid nós vamos ter uma gravidade ainda maior”, diz Otsuka.

“Então, imagina uma pessoa que tem uma infecção pelo coronavírus, com uma pneumonia. Isso favorece, a infecção pelo coronavírus favorece pneumonias. Então, é um problema muito sério”, completa

A dona de casa Cleidivânia Rocha é mãe de Nicolas, de 6 anos, e diz que independentemente da pandemia a vacinação é de extrema importância.

“Eu também me sinto protegida, porque se eu pego algum tipo de doença, e ele já ta com a vacina em dia, […] independente, com pandemia ou sem pandemia, tem que estar em dia a vacina da criança”, afirma a dona de casa Cleidivânia Rocha, mãe de Nicolas de 6 anos.

Com relação à vacina que combate o sarampo, no primeiro semestre de 2020 no estado de São Paulo, dos 940 mil crianças e adultos que foram até os postos de saúde tomar a vacina, metade estava com a carteira desatualizada e teve que tomar mais uma dose.

Mesmo o sarampo podendo ser evitado com uma vacina, até o fim do mês agosto deste ano, quase 800 pessoas pegaram sarampo em todo o estado e uma criança morreu.

“O sarampo sim representa o retorno de uma doença antes controlada, foram quase 20 anos da doença controlada no brasil […] Nós estamos preocupados com a possibilidade, o risco, de doenças antes controladas, doenças imunopreveníveis, doenças as quais existem vacinas, vacinas seguras, utilizadas ha décadas que podem sim fazer uma mudança neste cenário epidemiológico”, afirma a diretora de imunização do estado, Núbia Araújo.

A secretária Verônica Weege levou seu filho para se vacinar na manhã desta terça-feira (8) na Unidade Básica de Saude de Santo Amaro, na Zona Sul da capital.

“A gente trouxe ele pra vacinar porque é muito importante a gente dar a vacina no filho, principalmente com dois meses, que a imunidade dele é tao baixinha, então ele tem que estar sempre protegido”, disse.

A secretaria estadual da Saúde diz que a campanha contra o sarampo foi prorrogada até o fim de outubro.

Agora, o público alvo é de adultos entre 30 e 49 anos, mas reforça que qualquer pessoa pode se imunizar das vacinas de rotina nos postos de saúde de todo o estado

By Tribuna ABC

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