Família faz campanha para cirurgia de bebê de 2 meses que pode ficar cego

Bebê corre risco de ficar cega caso não consiga realizar cirurgia — Foto: Arquivo pessoal 1 de 4
Bebê corre risco de ficar cega caso não consiga realizar cirurgia — Foto: Arquivo pessoal

Bebê corre risco de ficar cega caso não consiga realizar cirurgia — Foto: Arquivo pessoal

Os pais da bebê Safira Corrêa Mattos, de dois meses, correm contra o tempo para conseguir uma cirurgia urgente para que a pequena não perca a visão. A família, que mora em São Vicente, no litoral paulista, está fazendo uma campanha virtual para arrecadar o dinheiro necessário para realização do procedimento, que precisa ser feito em hospital particular, devido a pandemia.

A professora Juliana Corrêa da Silva Mattos, de 32 anos, é a mãe de Safira. Em entrevista ao G1, ela relata que a bebê é a segunda filha dela e do marido. Ela nasceu prematura, com apenas 33 semanas, pesando na época 1,760 kg. Devido a prematuridade, ela ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 33 dias, teve anemia e precisou de transfusão de sangue, tendo uma infecção que a fez ficar entubada por alguns dias.

Segundo a mãe, pouco tempo depois a bebê foi diagnosticada com retinopatia da prematuridade (RDP). Segundo o Ministério da Saúde, a doença consiste no crescimento rápido e anômalo dos pequenos vasos sanguíneos, o que pode causar o descolamento da retina e a perda de visão. Um especialista ouvido pelo G1 explica que todos os prematuros podem desenvolvê-la, já que a prematuridade é o fator de risco.

Geralmente, a retinopatia regride espontaneamente, mas alguns casos evoluem para o descolamento da retina, como ocorre com Safira. Apesar de já ter sido feito o tratamento inicial, de fotocoagulação à laser, o especialista aponta que no caso da bebê, a doença está evoluindo e é necessária uma cirurgia chamada vitrectomia.

Safira nasceu prematura, fator que especialistas apontam como fator de risco para doença que está afetando sua visão — Foto: Arquivo pessoal 2 de 4
Safira nasceu prematura, fator que especialistas apontam como fator de risco para doença que está afetando sua visão — Foto: Arquivo pessoal

Safira nasceu prematura, fator que especialistas apontam como fator de risco para doença que está afetando sua visão — Foto: Arquivo pessoal

Conforme diz o oftalmologista, isso porque o caso pode evoluir para todo o descolamento da retina e ela pode perder completamente a visão, por isso a importância da vitrectomia ser feita com urgência. A cirurgia é realizada com pequenos instrumentos cirúrgicos que servem para remover o vítreo e trações.

Juliana relata que o procedimento à laser foi pago por conhecidos da família, que se solidarizaram com a necessidade da filha. Porém, a vitrectomia, que agora é necessária, é muito cara e a família não tem condições financeiras para arcar com as despesas. A professora explica que serão cerca de R$ 30 mil para operar e também haverá os custos adicionais de internação, que ficarão em torno de R$ 20 mil.

“Descobrirmos o problema no começo de junho. Safira estava passando pelo oftalmologista, porque como nasceu prematura, estava sendo acompanhada. O diagnóstico foi um choque. Não esperávamos e nem imaginávamos que havia essa possibilidade”, conta a mãe.

Família luta contra o tempo para conseguir cirurgia urgente para Safira — Foto: Arquivo pessoal 3 de 4
Família luta contra o tempo para conseguir cirurgia urgente para Safira — Foto: Arquivo pessoal

Família luta contra o tempo para conseguir cirurgia urgente para Safira — Foto: Arquivo pessoal

De acordo com a professora, o caso é urgente. Quanto mais o tempo passa, mais a retina descola e aumenta a possibilidade de Safira ficar cega, caso não seja operada logo. “Fomos orientados a procurar atendimento público na cidade de São Paulo, pois na Baixada Santista não é feita essa cirurgia, porém em todos os hospitais que tem recursos para isso não estão operando devido a Covid-19. Tentamos em três e não conseguimos. Ela é uma vítima indireta da pandemia”.

De acordo com a mãe, a doença avançou muito rápido em Safira. “Não temos convênio porque não adianta, o tempo de carência é cerca de seis meses a um ano. A cada dia que passa, a situação dela piora. A operação à laser foi feita dia 11 de junho e custou R$ 7 mil. Era uma tentativa de dar mais um tempo para ela, mas duas semanas depois os médicos viram que continua puxando a retina”, relata.

Na esperança de conseguir salvar Safira, a família montou uma campanha virtual para arrecadar o dinheiro necessário para a cirurgia. Pessoas que quiserem podem ajudar com doações feitas on-line. Para a menina que já lutou tanto pela vida, a mãe afirma que essa é a única chance dela continuar enxergando. “Quanto mais rápido operar, há mais chances de sucesso”, finaliza.

Parecer médico mostra a necessidade de cirurgia em bebê de dois meses — Foto: Reprodução 4 de 4
Parecer médico mostra a necessidade de cirurgia em bebê de dois meses — Foto: Reprodução

Parecer médico mostra a necessidade de cirurgia em bebê de dois meses — Foto: Reprodução

By Tribuna ABC

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