Funcionários dos Correios mantêm greve na região do Vale do Paraíba

Greve dos funcionários dos Correios entra no segundo dia

Greve dos funcionários dos Correios entra no segundo dia

Funcionários dos Correios mantêm a greve nesta quarta-feira (19) na região do Vale do Paraíba. No segundo dia de paralisação, a adesão era de 80% nas agências de São José dos Campos e 60% em Taubaté, segundo o sindicato da categoria.

Os Correios informaram que adotaram medidas para minimizar impactos à população, como “deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e a realização de mutirões estão sendo adotadas”.

A greve na região acompanha o movimento nacional iniciado durante a noite de segunda. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT), não há prazo para o fim da paralisação na estatal, que começou às 22h de segunda.

Os grevistas são contra a privatização da estatal, reclamam do que chamam de “negligência com a saúde dos trabalhadores” na pandemia e pedem que direitos trabalhistas sejam garantidos. Eles alegam que foram surpreendidos com a revogação do atual Acordo Coletivo que estaria em vigência até 2021.

De acordo com texto publicado no site da federação, “Foram retiradas 70 cláusulas com direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, pagamento de adicional noturno e horas extras.”

Outro motivo da greve, é a possível privatização dos Correios e o “aumento da participação dos trabalhadores no Plano de Saúde, gerando grande evasão, e o descaso e negligência com a saúde e vida dos ecetistas na pandemia da Covid-19”.

Os Correios divulgaram nota sobre a decisão da categoria.

Os Correios não pretendem suprimir direitos dos empregados. A empresa propõe ajustes dos benefícios concedidos ao que está previsto na CLT e em outras legislações, resguardando os vencimentos dos empregados.

Sobre as deliberações das representações sindicais, os Correios ressaltam que a possuem um Plano de Continuidade de Negócios, para seguir atendendo à população em qualquer situação adversa.

No momento em que pessoas e empresas mais contam com seus serviços, a estatal tem conseguido responder à demanda, conciliando a segurança dos seus empregados com a manutenção das suas atividades comerciais, movimentando a economia nacional.

Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

A diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período – dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Respaldados por orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), bem como por diretrizes do Ministério da Economia, os Correios se veem obrigados a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa. Em parte, isso significa repensar a concessão de benefícios que extrapolem a prática de mercado e a legislação vigente. Assim, a estatal persegue dois grandes objetivos: a sustentabilidade da empresa e a manutenção dos empregos de todos.

Funcionários dos Correios entram em greve no Vale do Paraíba — Foto: Pedro Melo/TV Vanguarda Funcionários dos Correios entram em greve no Vale do Paraíba — Foto: Pedro Melo/TV Vanguarda

Funcionários dos Correios entram em greve no Vale do Paraíba — Foto: Pedro Melo/TV Vanguarda

By Tribuna ABC

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