Governo de SP diz que vai criar 28 leitos de UTI no Hospital de Campanha do Ibirapuera, mas não detalha mudanças

Hospital de Campanhado Ibirapuera — Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo 1 de 1
Hospital de Campanhado Ibirapuera — Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Hospital de Campanhado Ibirapuera — Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

O governo de São Paulo afirmou nesta quarta-feira (8) que vai criar 28 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital de Campanha do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, mas não detalhou como nem quando será feita a mudança. Atualmente, o hospital conta com 240 leitos, sendo 28 de estabilização.

Apesar de possuírem respiradores e equipe especializada capaz de controlar certo agravamento do quadro da doença de pacientes da enfermaria, os leitos de estabilização não possuem a mesma estrutura de uma UTI. Caso o paciente apresente piora mais complexa, com a necessidade de passar por um intervenção cirúrgica ou hemodiálise, por exemplo, ele ainda precisa ser transferido para outro hospital.

Durante coletiva de imprensa no início da tarde desta quarta-feira (8), o governador João Doria (PSDB) chegou a afirmar que o hospital já contava com 28 leitos de UTI. A declaração foi dada durante o anúncio de que pacientes da região de Campinas, que está com taxa de ocupação acima de 80% nas UTIs, começarão a ser transferidos para o local.

No entanto, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou ao G1, por telefone, que ainda não houve reforma da estrutura e nem adaptação dos 28 leitos de estabilização para que fossem transformados em leitos de UTI. Durante a noite, a Secretaria de Comunicação da gestão João Doria (PSDB) afirmou, por e-mail, que foi definido em reunião que os leitos serão de UTI, mas não detalhou quando ocorrerá a adaptação.

Conforme anúncio do próprio governo, o Hospital de Campanha do Ibirapuera foi criado e preparado para atender pacientes de baixa e média complexidade infectados pelo novo coronavírus.

Publicado no dia 30 de abril no Diário Oficial do Estado, o contrato emergencial firmado com a OSS Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP) no valor total de R$ 61,377 milhões prevê que o hospital “deverá utilizar toda a capacidade operacional de seus 240 leitos clínicos e 28 leitos de estabilização para internação dos pacientes relacionados à Covid-19″. O documento não prevê a criação de leitos de UTI.

Não houve nova publicação no Diário Oficial que alterasse os termos do contrato e os valores de empenho mensal dos gastos disponíveis no Portal da Transparência do governo continuam iguais aos previstos inicialmente.

Das quatro estruturas temporárias criadas na cidade de São Paulo para ajudar no enfrentamento da Covid-19, apenas o Hospital de Campanha de Heliópolis possui leitos de UTI, devido à adaptação de uma ala do AME Barreiras, local onde foi montado. Os outros hospitais – incluindo o Pacaembu, que já foi desativado – foram projetados para atender apenas pacientes com menor complexidade.

CORONAVÍRUS

By Tribuna ABC

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