
Local recebeu proposta em dezembro do ano passado, mas comprador não pagou pelo negócio. Área da antiga Satúrnia tem 165 mil metros quadrados e é avaliada em R$ 4 milhões. Área de antiga fábrica de baterias é colocada novamente à venda em Sorocaba
Reprodução/TV TEM
A área da antiga fábrica de baterias Satúrnia, em Sorocaba (SP), está novamente à venda. O local recebeu proposta de um novo dono durante o leilão virtual realizado em dezembro do ano passado, mas ele não pagou pelo negócio, o que fez com que a Justiça anulasse a operação.
O advogado da massa falida diz que o comprador, que é de Sorocaba, pagou apenas a comissão do leiloeiro, mas não depositou o dinheiro do terreno. Na época, o negócio foi fechado em R$ 3 milhões. O comprador justificou que não tem mais interesse no negócio.
São 165 mil metros quadrados na zona industrial da cidade e a área é avaliada em R$ 4 milhões. Agora, ela está à venda por edital e os interessados podem apresentar propostas diretamente para o administrador da massa falida. O prazo para a venda direta termina no dia 31 de julho. Se o negócio não for fechado, a Justiça deve marcar um novo leilão judicial.
O administrador, Sadi Montenegro Duarte, diz que recebeu inúmeras propostas, mas nenhuma foi formalizada. Ele tem expectativa de que nos próximos dias pelo menos duas empresas apresentem ofertas. Assim que estiver com a proposta, o advogado precisa apresentar para a Justiça.
“Nós temos uma propriedade de 170 mil metros quadrados, no coração do Éden. É uma propriedade que tem um valor comercial muito maior do que R$ 20 milhões. Nós só podemos liquidar o passivo falimentar com esse patrimônio, com esse dinheiro que eu obtiver da venda da propriedade”, explica.
Justiça anula leilão e área de antiga fábrica é colocada novamente à venda em Sorocaba
Garimpo de chumbo
Por mais de 30 anos funcionou no terreno uma das maiores fábricas de baterias automotivas do Brasil. Depois que a empresa faliu, a área ficou abandonada até ser descoberta por garimpeiros. Várias pessoas foram atrás de restos de chumbo descartados e enterrados irregularmente na área.
Na época, o TEM Notícias apurou que o material tóxico era vendido para lojas de ferro velho. A denúncia foi feita há quase dois anos pela TV TEM e pelo G1.
Amostras retiradas do solo foram enviadas para análise em um laboratório da Universidade de São Paulo (USP), onde especialistas constataram a presença de substâncias prejudiciais à saúde.
Segundo o advogado da massa falida, as baterias foram armazenadas em uma área de 10 a 15 metros quadrados. Sadi diz também que não há mais garimpo no local, apenas pessoas em busca de carcaças de plástico.
Área ficou abandonada até ser descoberta por garimpeiros
Jomar Bellini/TV TEM
Imagens feitas do alto nesta semana mostram sacos brancos deixados no terreno. O presidente da Comissão Municipal de Meio Ambiente, vereador João Donizeti, diz que são indícios de que o garimpo clandestino continua ativo.
Ele conta que recebe reclamações de invasão e queimada dentro da área, que causam mau cheiro para quem vive na região. Donizeti afirma que o ganhador do leilão chegou a aterrar parte das baterias depois da venda ter sido anulada. Um ofício foi enviado para a prefeitura pedindo providências.
“Nós pedimos que a prefeitura possa fazer uma ação de segurança, através da Guarda Municipal, mais ostensiva na área, porque diariamente está aumentando o número de pessoas que estão entrando na área e estão começando a fazer garimpagem novamente”, afirma.
Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí
Justiça anula leilão e área de antiga fábrica de baterias é colocada novamente à venda em Sorocaba
