
Lojistas do Alto Tietê mudam estratégias para impulsionar vendas no Dia dos Pais
O comércio foi bastante atingido pela pandemia do novo coronavírus. A próxima data comemorativa esperada pelos comerciantes é o Dia dos Pais neste domingo (9). Para impulsionar as vendas, muitos lojistas mudaram as estratégias. Canais de vendas pela internet se tornaram essenciais neste novo cenário.
Desde que o comércio voltou a funcionar, as vendas em uma loja de roupas masculinas na região central de Mogi das Cruzes aumentaram 40%. O faturamento ainda continua baixo se comparado com o mesmo período do ano passado, mas o que tem colaborado neste tempo são as compras online pelo aplicativo de mensagens.
“Nós temos que trabalhar agora com delivery, WhatsApp foi bastante usado nessa época de pandemia. A princípio nós fechamos e, depois, vimos que realmente existia uma possibilidade no delivery, de entregar. Inclusive, agora que já abrimos, tem clientes que estão ainda usando o delivery”, diz a subgerente Magali Nunes.
Para o Dia dos Pais as vendas já começaram. O estabelecimento espera vender 30% a mais do que o mês anterior.
“Já tem pessoas procurando, inclusive já estamos vendendo mesmo para o Dia dos Pais, já está começando a procura por presentes. Por isso a gente tem essa perspectiva de que as vendas melhorem em torno de 30% nesse novo mês”, estima Magali.
Comércios do Alto Tietê investem em novos canais de venda para o Dia dos Pais durante a pandemia — Foto: Reprodução/TV Diário
Comércios do Alto Tietê investem em novos canais de venda para o Dia dos Pais durante a pandemia — Foto: Reprodução/TV Diário
Antes da pandemia, a expectativa era de um aumento de 18% nas vendas on-line. Agora esse número já aumentou para 23%, segundo a Associação Brasileira do Comércio Eletrônico. Ainda de acordo com essa pesquisa, 69% dos brasileiros devem presentear alguém neste dia dos pais.
Sérgio Issao Gushiken é dono de uma perfumaria em Arujá. Para lucrar mais nesta data, ele aposta nas promoções e espera um aumento de 10% nas vendas.
“Nós estamos fazendo um investimento para isso: treinamento de pessoas, melhora de mix. Até o mês de março nós estávamos vindo com um crescimento, mas agora com o que o mercado sofreu, nós estamos assim, um pouco sem parâmetro. No mês de julho nós sentimos uma melhora no movimento, talvez por uma demanda reprimida, mas a gente não sabe o dia de amanhã. Então, para ser sincero, está bastante difícil de prever. Nós estamos preparados para fazer um bom trabalho, um bom atendimento, mas é difícil de estipular”, avalia o comerciante.
Mas, para que isso aconteça, ele também tem investido no serviço delivery, nas redes sociais e começou a implantar uma plataforma de e-commerce. Ideias que o Sérgio já queria ter colocado em prática antes da pandemia e agora tem encontrado algumas dificuldades.
“Nós nos vimos obrigados a abrir uma frente nova de vendas e aí a gente se deparou com o universo digital, que já evoluiu muito. Se nós tivéssemos começado pelo menos seis meses antes da pandemia, nós teríamos sofrido menos com a situação. E agora, agência, todos os caminhos, recursos, todo mundo está sobrecarregado e a gente mal está conseguindo encontrar alguém que possa nos ajudar”, diz Sérgio.
Priscila Guskuma dá mentorias para pequenas empresas e diz que o marketing digital pode aumentar as vendas. Por isso, é importante ter um canal de atendimento on-line.
“O consumidor está buscando mais praticidade, começou a valorizar o tempo, começou a valorizar experiências. Eu acredito que o pequeno e o médio empreendedor precisam se abrir para isso, para esse novo consumidor, o consumidor do novo mundo”, diz. “Tem que entender quais são os canais de venda que podem ativar no negócio para atender esse novo consumidor”, afirma Priscila Guskuma.
