Aplicação de vacina chinesa Coronavac em voluntária em SP — Foto: Divulgação/Governo de SP
Aplicação de vacina chinesa Coronavac em voluntária em SP — Foto: Divulgação/Governo de SP
O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (5) que mais cinco centros de pesquisa iniciarão ainda nesta semana a aplicação em voluntários da vacina chinesa contra o coronavírus desenvolvida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A terceira fase de testes da Coronavac começou em 21 de julho no Hospital das Clínicas de São Paulo e outros quatro centro também já iniciaram os testes.
Ao todo, 12 centros de pesquisa no país participarão do estudo com 9 mil voluntários, que são profissionais da saúde que atuam diretamente com pacientes da Covid-19. A etapa deve ser concluída entre o final de outubro e o início de novembro.
As vacinas começam a ser aplicadas nesta quarta na Universidade de Brasília (UnB). Na quinta (6), é a vez do Hospital das Clínicas na Unicamp, em Campinas. Na sexta-feira (7), as ações serão iniciadas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, e na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP). No sábado (8), começa no Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.
Segundo o governo, o início da aplicação das vacinas no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, e no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, serão anunciados em breve.
Além do Hospital das Clínicas, os testes também já começaram em São Paulo no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, na Universidade Municipal de São Caetano do Sul. Em Minas Gerais, no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Entre os voluntários recrutados, metade receberá duas doses do imunizante em um intervalo de 14 dias e a outra metade receberá duas doses de placebo, uma substância com as mesmas características, mas sem os vírus. Essas pessoas serão monitoradas pelos centros de pesquisa por meio de exames.
Caso a eficácia e a segurança sejam comprovadas, a vacina segue para registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O governo afirma que o contrato com a Sinovac é sigiloso, mas garante que 120 milhões de doses (suficientes para 60 milhões de pessoas, já que são necessárias duas aplicações) serão enviadas pelo laboratório para serem distribuídas pelo SUS para a população brasileira.
Posteriormente, o governo também prevê a ampliação de uma fábrica no Instituto Butantan para produção da vacina em larga escala.

Começam os testes em voluntários da vacina chinesa na Universidade de Brasília
Veja os 12 centros onde a vacina será testada no país:
- Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (cidade de SP)
- Instituto de Infectologia Emílio Ribas (cidade de SP)
- Hospital Israelita Albert Einstein (cidade de SP)
- Universidade Municipal de São Caetano do Sul (ABC paulista)
- Hospital das Clínicas da Unicamp (interior de SP)
- Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Interior de SP)
- Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (interior de SP)
- Universidade de Brasília (DF)
- Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas de Fiocruz (RJ)
- Universidade Federal de Minas Gerais (MG)
- Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul (RS)
- Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (PR)
Vacina em janeiro
A afirmação foi feita em entrevista à Rádio Itatiaia na manhã de segunda-feira (27). À tarde, questionado sobre a declaração, Doria disse que, com o avanço dos testes, “poderemos iniciar a produção da vacina em dezembro e imediatamente na sequência iniciar a vacinação”, caso não haja nenhuma intercorrência no processo.
Toda vacina precisa passar por etapas importantes de estudo até ser aprovada para uso. Após a fase pré-clinica, com testes em animais, há 3 fases de testes em humanos. Os testes precisam comprovar que a vacina é segura, que produz anticorpos e que é capaz de proteger contra o vírus. O Instituto Butantan, de São Paulo, tem um acordo de cooperação com o laboratório chinês Sinovac.
“A quantidade necessária para iniciar a imunização da população brasileira, pode ser aplicada já no início de janeiro com o SUS, com aplicação gratuita em toda população. A melhor notícia que poderíamos ter é a vacina”, disse o governador em entrevista concedida à Rádio Itatiaia.
Questionado sobre a declaração que deu à rádio, Doria disse que a vacina poderia ser produzida em dezembro e distribuída no SUS logo depois.
“Em relação à vacina, quando falamos isso [da previsão de vacinação até o fim do primeiro semestre de 2021] era o final do mês de maio. Depois disso, as informações foram sucedendo positivamente, aumentando, portanto, a convicção de que já ao final deste ano, não havendo nenhuma intercorrência na terceira fase de testes da Coronavac, vacina que já começou a ser testada desde a semana passada”, disse Doria.
“Nessas circunstâncias, como disse Dimas Covas, nós já poderemos iniciar a produção da vacina em dezembro e imediatamente na sequência iniciar a vacinação, com o SUS, de milhões de brasileiros, não apenas em São Paulo como também em outros estados. São informações positivas advindas da velocidade e dos trâmites que a vacina vem tendo em sua testagem”, completou o governador.

Dimas Covas: ‘Brasil pode ser o primeiro país a usar uma vacina graças a nossos esforços’
N o dia 21 de julho, quando a primeira voluntária participou dos testes da vacina chinesa, Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, disse que, se os testes forem bem-sucedidos, a previsão é a de que até o final do ano o estudo clínico e a fase de registro da vacina na Anvisa sejam concluídos.
“Essa expectativa é baseada no cronograma previsto do estudo clínico e da fase de registro na Anvisa. Então, dentro dessa previsão esperamos que até o final desse ano tenhamos esse registro e a partir daí essa vacina seja oferecida ao Brasil em primeiro lugar, ao SUS do Brasil, porque é um programa nacional de imunização e também a outros países”, disse Dimas na ocasião.
Secretário prevê vacina ainda em 2020
O novo secretário de saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn disse no dia 22 de julho que a vacina chinesa contra o coronavírus pode ser liberada emergencialmente no fim deste ano, caso os testes com os voluntários sejam bem sucedidos. Gorinchteyn assumiu a pasta na terça-feira (21) no lugar de José Henrique Germann.
“Quando vivemos uma situação que nós chamamos pandêmica, que é uma epidemia em todos os continentes do mundo, nós passamos a ter uma necessidade emergencial da disponibilização de vacinas”, disse ele.

Secretário Estadual de Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, diz que gestão terá continuidade
