Pescadores localizam destroços de barcos que afundaram após passagem de 'ciclone bomba' em SP

Pescadores localizaram destroços de embarcações em Peruíbe — Foto: Divulgação/Nelson De Lara 1 de 2
Pescadores localizaram destroços de embarcações em Peruíbe — Foto: Divulgação/Nelson De Lara

Pescadores localizaram destroços de embarcações em Peruíbe — Foto: Divulgação/Nelson De Lara

Os pescadores de Peruíbe, no litoral de São Paulo, trabalham desde a noite desta terça-feira (30) nas buscas pelas embarcações que afundaram após a passagem de um ciclone extratropical intenso, conhecido como ‘ciclone bomba’. Segundo a Defesa Civil, pelo menos nove barcos desapareceram. Até o momento, os pescadores já localizaram seis barcos e vários destroços. Eles consideram que o número de embarcações desaparecidas é ainda maior do que o estimado.

Segundo apurado pela reportagem, uma forte onda arrebentou as amarras que prendiam as embarcações ao píer do Rio Preto, ao lado do Mercado de Peixe, no Centro da Cidade. Elas bateram umas nas outras e ficaram destruídas. Após o impacto, de acordo com a Defesa Civil, sete barcos e duas lanchas afundaram com a força da água.

O comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) Thiago Cosme diz que, após o acidente, os guardas prestaram apoio as buscas com iluminação e pularam na água com pescadores para tentar segurar as embarcações. A Prefeitura também enviou equipes para ajudar.

A reportagem conversou com os pescadores na manhã desta quarta-feira (1º). Eles apontam que as proporções do acidente podem ter sido ainda maiores. De acordo com eles, o ‘ciclone-bomba’ teria arrastado 14 embarcações, causando diversos estragos. Desse total, seis já foram localizadas e teriam sofrido pequenas avarias. As outras ainda não foram encontradas.

Pescadores seguem com buscas pelas embarcações que afundaram em Peruíbe — Foto: Vanessa Rodrigues/G1 2 de 2
Pescadores seguem com buscas pelas embarcações que afundaram em Peruíbe — Foto: Vanessa Rodrigues/G1

Pescadores seguem com buscas pelas embarcações que afundaram em Peruíbe — Foto: Vanessa Rodrigues/G1

Segundo o pescador Nelson De Lara, mais conhecido como ‘Periquito’, as equipes de busca contabilizaram que oito barcos afundados continuam desaparecidos. Eles imaginam que essas embarcações estejam completamente destruídas, pois já localizaram diversos destroços no rio.

“O meu barco arrebentou, não teve como salvar. Nossa maior dificuldade é não ter pessoas capacitadas aqui para mergulhar, não temos essa prática”, diz ele.

Já o pescador Marcelo Gonçalves explica que os próprios pescadores estão fazendo as buscas pelas embarcações. “Cada um pegou um barquinho e estamos nos ajudando. Tivemos que parar de madrugada por causa do frio, mas retomamos as buscas às 5h30. Conseguimos localizar seis barcos, mas ainda não rebocamos porque não temos equipamento necessário”, fala.

A Prefeitura de Peruíbe informou que está auxiliando, dando assistência aos pescadores e em resgates dos barcos por meio da Defesa Civil.

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Fenômeno causou estragos e mortes no Sul

Santa Catarina foi um dos estados mais afetados pelo fenômeno na terça. Fortes temporais atingiram o estado. Árvores foram derrubadas e muitas casas destelhadas. Os ventos chegaram a 120 km/h durante a tarde, de acordo com a Defesa Civil. Um vídeo flagrou o momento em que o telhado de uma edificação é arrancado inteiro em Florianópolis. Já outro, mostra trabalhadores no andaime de um prédio durante fortes ventos.

O Rio Grande do Sul também registrou estragos provocados pela forte chuva. Além disso, os portos estão com atividades interrompidas devido à previsão de ventos de 120 km/h e mais de 700 mil clientes estão sem energia.

No Paraná, ventos de quase 100 km/h derrubaram árvores e deixaram imóveis de Curitiba sem energia elétrica. O telhado de um conjunto habitacional também foi arrancado com a força dos ventos. Na manhã desta quarta, algumas ruas de Curitiba ainda estavam interditadas, com árvores e até postes que caíram.

By Tribuna ABC

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