Pesquisa da Prefeitura de SP registra alta de infectados por Covid-19; 1,32 milhão de pessoas tiveram contato com o vírus

Prefeito Bruno Covas durante coletiva em SP — Foto: Reprodução 1 de 0
Prefeito Bruno Covas durante coletiva em SP — Foto: Reprodução

Prefeito Bruno Covas durante coletiva em SP — Foto: Reprodução

A Prefeitura de São Paulo apresentou no início da tarde desta terça-feira (28) uma pesquisa que mostra que 1,32 milhão de pessoas já foram contaminadas pela Covid-19 na cidade de São Paulo até o dia 20 de julho. A fase 2 do inquérito sorológico mostra ainda que a taxa de prevalência da doença na cidade é de 11,1%.

A pesquisa começou no dia 10 de junho e tenta descobrir, por amostragem, quantas pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus na cidade. O exame sorológico avalia a presença de anticorpos específicos (IgM/igG). Portanto, identifica casos passados da doença. Ele é usado para monitorar a porcentagem da população que já teve contato com o vírus. Ao todo, serão nove etapas do inquérito sorológico, que começou na fase 0 e vai até a fase 8.

A Zona Sul concentra a maior parte dos casos, com 16,1% da prevalência, seguida da Zona Leste que tem 13,3% da população que teve contato com o vírus.

O perfil sócio demográfico mostra que a população que tem mais risco de contrair a infecção pelo SARS-CoV-2 permanece sendo: cor preta e parda, menor instrução e menor renda mensal.

“O vírus está jogando luz sobre a desigualdade que nós temos na cidade de São Paulo, é 4 vezes maior a incidência de coronavírus na classe D do que a calasse A, ou seja quem é mais pobre tem mais chance de pegar o vírus. É quase o dobro a incidência do vírus sobre quem tem somente o Ensino fundamental do que quem tem Ensino Superior. A população com menos instrução pega mais o vírus na cidade de SP. E a questão da desigualdade racial: quem é da cor preta ou parda tem 60% mais chance de pegar o vírus na cidade do quem é da cor branca”, afirmou o prefeito Bruno Covas (PSDB).

Segundo a pesquisa, a prevalência de assintomáticos infectados vem se elevando gradativamente em cada fase. 25% das pessoas que não fizeram nenhum isolamento social apresentaram o vírus e 39,7% das pessoas que testaram positivo disseram que não apresentaram nenhum sintoma.

A utilização do teste rápido (IgM/IgG) para confirmar um caso de coronavírus não é recomendada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A organização afirma que esse tipo de exame sorológico é importante para pesquisa e vigilância, mas que não é indicado para detecção de casos.

A presença de anticorpos no organismo não significa que a pessoa está imune à doença. Pesquisadores ainda estudam qual é a taxa de anticorpos necessária para que o indivíduo se torne imune e também quanto tempo esta imunidade pode durar.

A fase 1 da pesquisa, divulgada em 23 de junho, mostrava que a cidade tinha 1,16 milhão de infectados pelo coronavírus, número quase dez vezes maior do que o índice oficial, de 120 mil casos confirmados da doença na ocasião.

O levantamento também apontava que a taxa de letalidade da doença na cidade é de 0,5%.

CORONAVÍRUS

By Tribuna ABC

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