
Movimento de clientes ainda é fraco nos restaurantes abertos na capital
A flexibilização da economia em São Paulo provocou um aumento nas vendas do comércio de 35% em junho em relação ao mês anterior, segundo uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
No entanto, a expectativa dos comerciantes, que precisam manter o negócio, era que o aumento fosse maior. As portas das lojas abriram, as ruas estão cheias, mas isso ainda não se reflete nas vendas, inclusive nos restaurantes, que foram reabertos na terça-feira (7).
Um restaurante da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, serviu entre 30 e 40 refeições na segunda-feira (6), primeiro dia de reabertura. Em um dia normal, esse número chega a 200.
O restaurante está seguindo os protocolos de higiene e segurança: não é permitido se sentar em metade das mesas disponíveis, o chão tem marcas para que os clientes continuem respeitando o distanciamento social, é necessário usar máscara e elas são oferecidas caso o cliente tenha se esquecido. Também é necessário usar luvas descartáveis de plástico para servir a refeição no buffet.
Alimentação piora
Uma pesquisa de comportamento da Fiocruz revelou que durante pandemia caiu o consumo de frutas, legumes e verduras e subiu consumo de doces e frituras.
Durante o isolamento, o percentual de adultos que comem frutas, verduras e legumes pelo menos cinco dias por semana caiu de 37 para 33%.
Entre os jovens, a situação é pior. Apenas 13% dizem que mantiveram uma alimentação mais balanceada. Por outro lado, 63% dessa faixa etária admitem comer doces e chocolates pelos duas vezes por semana.
A dona de casa Talita Aparecida tem cinco filhos e todos estão em casa sem aulas presenciais.
“Todas as receitas do mundo que a gente acha a gente quer fazer. Eu passo longe da balança”, diz ela.
De acordo com a nutricionista Lara Natacci, o problema não é só ganhar quilos extras. Há um vírus circulando.
“Se isso acontecer por longo prazo, a gente vai ter as nossas defesas do organismo diminuídas, nosso metabolismo pode diminuir e com isso ela vai ficar mais suscetível a diversas doenças, inclusive a diminuição da imunidade”, afirma.
Desde que a pandemia começou até o início de maio, o percentual de consumo de chocolates e doces em dois dias ou mais por semana aumentou 6%.
Quase metade das mulheres está consumindo chocolates e doces em dois dias ou mais por semana durante a pandemia, representando um aumento de 7% em relação ao consumo antes da pandemia.
Entre os adultos, pessoas de 18 a 29 anos, 63% está consumindo chocolates e doces em dois dias ou mais por semana.
