Piloto de avião preso em operação das polícias de SP e PE é suspeito de encomendar morte de comissária, com quem tinha filha


Homem de 27 anos e outras quatro pessoas foram detidas na região de Campinas. No total, 11 mandados de prisão foram cumpridos; crime aconteceu em outubro de 2019 no Grande Recife. Polícia cumpre mandados de prisão na região de Campinas contra suspeitos de homicídio
Um dos presos em uma operação das polícias de São Paulo e Pernambuco na manhã desta quinta-feira (6), contra pessoas suspeitas de envolvimento em um homicídio no Grande Recife em outubro do ano passado, é um piloto de avião que teve uma filha com a vítima. De acordo com a investigação, o homem de 27 anos encomendou a morte da mulher, uma comissária de bordo de 35, que foi baleada dentro de casa na frente da filha, uma bebê de cinco meses, e da mãe.
A suspeita da Polícia Civil é de que o piloto ordenou a morte da mulher, com quem teve um relacionamento, por conta da filha que os dois tiveram juntos. No total, foram cumpridos 11 mandados de prisão e sete de busca e apreensão em municípios de São Paulo e Pernambuco.
Na região, a corporação cumpriu cinco mandados. As ordens foram executadas em Campinas, Indaiatuba (SP) e Hortolândia (SP). Houve também diligências na cidade de Andradina (SP), além de Paulista, onde o crime aconteceu, e Olinda (PE).
O piloto Mayky Fernandes dos Santos foi preso em Campinas, enquanto outros três homens foram detidos em Hortolândia. Já a prisão de Indaiatuba foi de uma advogada de 26 anos que, segundo a investigação, foi namorada do mandante do crime e auxiliou o homem no planejamento do assassinato. Caroline Aparecida Batista participava de uma comissão de ação social da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, conversou na manhã desta quinta-feira com a advogada da mulher presa e de outras duas pessoas que foram detidas na operação. Ela afirmou que os clientes dela não sabem quem é a vítima e nunca estiveram em Pernambuco. “A gente ainda vai ser ouvido, até para a polícia explicar qual é a acusação”, disse a defensora.
Policiais de Pernambuco estiveram em Campinas para cumprimento dos mandados
Reprodução/EPTV
De acordo com a polícia de Pernambuco, as investigações começaram imediatamente após o assassinato e a corporação constatou que os envolvidos integram uma organização ligada à prática do homicídio, além de também agir nos crimes de tráfico de drogas e estelionato. A operação foi denominada de “Caixa Preta”.
Pelo menos 40 policiais civis de Pernambuco e São Paulo, entre delegados, escrivães e agentes investigadores, estão envolvidos na operação. Os presos foram levados para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas. Do total de detidos, nove são homens e duas mulheres.
“A operação foi assessorada pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco – DINTEL, com apoio do Instituto de Criminalística de Pernambuco, através do Grupo Especializado em Perícias de Homicídios – GEPH, além do apoio da Polícia Civil de São Paulo”, diz o texto da nota da corporação.
Viaturas saíram da sede do Deinter-2, em Campinas, na manhã desta quinta-feira
Polícia Civil/Divulgação
Crime
O crime aconteceu no dia 24 de outubro de 2019. De acordo com a Polícia Civil, Dinorah Cristina Barbosa da Silva estava dentro do quarto com a bebê quando desconhecidos invadiram a casa e efetuaram os disparos de arma de fogo.
Ainda de acordo com a polícia, a criança, que estava na cama, não sofreu ferimentos. A Polícia Militar informou que outra mulher, que é a avó da criança, também estava na residência e não foi atingida.
Por meio de nota, a Polícia Civil disse que o crime foi cometido por dois homens que usavam capuz para cobrir o rosto. A vítima, de acordo com a polícia, era comissária de bordo e estava desempregada à época do crime.
Operação cumpriu mandados em Campinas nesta quinta-feira
Reprodução/EPTV
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By Tribuna ABC

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