Polícia Científica de SP começa a fazer laudos que identificam drogas sintéticas

Polícia apreende drogas sintéticas nas entradas dos presídios de SP

Polícia apreende drogas sintéticas nas entradas dos presídios de SP

A Polícia Científica começou a emitir nesta sexta-feira (14) laudos para confirmar o tráfico de drogas sintéticas no estado de São Paulo. Uma delas é chamada de K4, uma espécie de maconha produzida em laboratório e que é 100 vezes mais forte que a comum.

Desde o ano passado, a polícia vem registrando apreensões desse tipo de droga na entrada dos presídios paulistas. Até março de 2020 foram registradas 483 apreensões de k4, em 2019 foram 1821 apreensões.

Até esta semana, mesmo se a droga fosse apreendida, ninguém poderia ser preso porque os laboratórios das polícias do país tinham como comprovar cientificamente que o K4 é entorpecente. Agora a Justiça pode processar quem vende e distribui esse tipo de droga, por causa da possibilidade de realizar esses novos testes.

Devido à pandemia do coronavírus, as visitas estão suspensas em todos os presídios de São Paulo. Quase tudo que os presos recebem chega pelos Correios. No dia 13 de agosto, no CDP de São Bernardo do Campo foram encontradas cartelas com 586 micropontos de K4 na palmilha de um tênis. Os traficantes borrifam a droga em papel e depois enviam para os presídios de várias formas.

Por causa da quantidade de casos, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) proibiu que parentes levem rolos de papel higiênico, onde traficantes escondiam essa droga.

O novo equipamento usado pelos peritos é FTIR, que custou R$ 300 mil aos cofres públicos e é fabricado nos Estados Unidos. O equipamento analisa uma gota e em minutos identifica a droga, seja a K4 ou qualquer outra droga sintética.

No caso da droga apreendida em São Bernardo do Campo, o laudo foi entregue à Polícia Civil da cidade. Na semana passada, a polícia prendeu seis pessoas pelo tráfico da nova droga e, sem o laudo, poderia mandar soltar todos eles.

Júlio de Carvalho Ponce, diretor do Núcleo de Entorpecentes do IC, disse que o “k4 é uma grande classe de substância, o que essa máquina é capaz de dizer é a forma molecular na substância presente e que podemos classificar como canibinóide sintético, popular conhecido como k4.

Entre os presos em São Bernardo do Campo está uma mulher que é considerada uma das maiores traficantes desse tipo de entorpecente.

By Tribuna ABC

Veja Também!