Por um voto, Akio Matsuura vence eleição indireta e vai governar Lins até o fim do ano

Akio Matsuura (PSDB) discursa na Tribuna da Câmara momentos antes da votação feita pelos vereadores — Foto: Reprodução/TV Câmara de Lins 1 de 5
Akio Matsuura (PSDB) discursa na Tribuna da Câmara momentos antes da votação feita pelos vereadores — Foto: Reprodução/TV Câmara de Lins

Akio Matsuura (PSDB) discursa na Tribuna da Câmara momentos antes da votação feita pelos vereadores — Foto: Reprodução/TV Câmara de Lins

Em uma sessão rápida realizada na Câmara de Vereadores de Lins (SP) na noite desta sexta-feira (9), o candidato Akio Matsuura (PSDB) venceu por um voto a eleição indireta que foi convocada na cidade para indicar o substituto do ex-prefeito Edgar de Souza (PSDB), cassado pelo TSE. Akio fica no cargo até o próximo dia 31 de dezembro, quando termina a atual legislatura.

O candidato tucano, que terá como vice Damião de Souza (PL), ficou com oito dos 15 votos do vereadores, que precisaram de menos de 45 minutos para ouvir o discurso dos candidatos das três chapas e realizar a votação. (Veja abaixo como votou cada vereador)

Por um voto, Akio Matsuura vence eleição indireta e vai governar Lins até o fim do ano — Foto: Reprodução/Câmara de Lins 2 de 5
Por um voto, Akio Matsuura vence eleição indireta e vai governar Lins até o fim do ano — Foto: Reprodução/Câmara de Lins

Por um voto, Akio Matsuura vence eleição indireta e vai governar Lins até o fim do ano — Foto: Reprodução/Câmara de Lins

Os outros sete votos foram dados à chapa que tinha Neto Danzi (Solidariedade) como candidato a prefeito e Dr. Marino (MDB ) a vice. Danzi, então presidente da Câmara, era o atual prefeito interino de Lins depois da cassação de Edgar de Souza.

A chapa do partido Patriota formada por Osvaldo Spadim Milton Torres Rodrigo Real, que precisou lutar na Justiça para participar da eleição indireta, não recebeu nenhum voto. Por causa da pandemia, o plenário não recebeu público, apenas os vereadores e funcionários.

Poucos eleitores se reuniram em frente à Câmara de Lins, que não recebeu público por causa da pandemia — Foto: Bob Rodrigues/TV TEM 3 de 5
Poucos eleitores se reuniram em frente à Câmara de Lins, que não recebeu público por causa da pandemia — Foto: Bob Rodrigues/TV TEM

Poucos eleitores se reuniram em frente à Câmara de Lins, que não recebeu público por causa da pandemia — Foto: Bob Rodrigues/TV TEM

O prefeito eleito na eleição indireta é também o único entre os três candidatos que não disputa as eleições convencionais deste ano que vão indicar prefeitos e vereadores para a próxima legislatura (2021 a 2024).

Com o resultado desta sexta, Neto Danzi retorna para a presidência da Câmara, assumindo o lugar que vinha sendo ocupado pelo vereador Ademir Chiarapa, que retorna para o cargo de vice-presidente.

Para o lugar do vereador Damião de Souza, agora eleito vice-prefeito, será convocado seu respectivo suplente. O vereador Hélton Cesar Amicucci (Solidariedade), o “Canela”, que assumiu no lugar de Danzi, volta a ser suplente.

Eleição indireta

A necessidade da eleição indireta para prefeito e vice-prefeito de Lins surgiu após a cassação do ex-prefeito, Edgar de Souza, e do vice, Carlos Alberto Daher, ambos do PSDB, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político e propaganda eleitoral irregular.

O Código Eleitoral permite essa modalidade de eleição quando a vacância no cargo se dá a menos de seis meses do término do mandato.

Plenário da Câmara de Lins durante sessão que deu posse ao prefeito interino; voto dos vereadores vai definir futuro prefeito — Foto: Ricardo Rodrigues/Câmara de Lins 4 de 5
Plenário da Câmara de Lins durante sessão que deu posse ao prefeito interino; voto dos vereadores vai definir futuro prefeito — Foto: Ricardo Rodrigues/Câmara de Lins

Plenário da Câmara de Lins durante sessão que deu posse ao prefeito interino; voto dos vereadores vai definir futuro prefeito — Foto: Ricardo Rodrigues/Câmara de Lins

Até então, quem cuidava da prefeitura é o presidente da Câmara de Vereadores, Neto Danzi (Solidariedade), que assumiu o cargo no último dia 11 durante a sessão extraordinária que afastou o prefeito eleito.

Já quem assumiu a presidência Câmara interinamente foi o vice-presidente da casa de leis, Ademir Chiarapa (Solidariedade). No último dia 18, a Câmara convocou o suplente Hélton Cesar Amicucci (Solidariedade), o “Canela”, para ocupar a vaga deixada pelo vereador e ex-presidente Neto Danzi.

O vice Carlos Alberto Daher e o prefeito Edgar de Souza durante live feita logo após a sentença de cassação: "Vamos recorrer ao STF" — Foto: Facebook/Reprodução 5 de 5
O vice Carlos Alberto Daher e o prefeito Edgar de Souza durante live feita logo após a sentença de cassação: “Vamos recorrer ao STF” — Foto: Facebook/Reprodução

O vice Carlos Alberto Daher e o prefeito Edgar de Souza durante live feita logo após a sentença de cassação: “Vamos recorrer ao STF” — Foto: Facebook/Reprodução

O ex-prefeito Edgar de Souza informou à época da cassação que tinha recurso apresentado no Supremo Tribunal Federal (STF) e aguardava a publicação do acórdão que poderia dar possibilidade para outros dois recursos no TSE.

“É uma pena exagerada. Em um momento exagerado e inadequado. São três anos e tanto de processo, no momento final de mandato, no meio de uma pandemia, resolvem fazer isso. Então, eu vou até o fim vou até o Supremo. Não pra defender o meu cargo. Não tenho apego ao meu cargo. Mas pra defender a Justiça e os interesses da cidade”, destaca o ex-prefeito.

Edgar de Souza e Carlos Alberto Daher foram eleitos com 17.491 votos (47,99%) nas eleições municipais de 2016. Comparecerem às urnas 42.263 eleitores, cerca de 75% dos 56.529 eleitores da cidade aptos a votar. Em 2018, eles foram cassados pelo TRE e recorreram ao TSE.

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By Tribuna ABC

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