Prefeito de Ribeirão Preto pede recursos ao governo de SP para ampliar leitos de UTI Covid-19

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Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

Em reunião nesta quinta-feira (2) com o governo de São Paulo, o prefeito de Ribeirão Preto (SP), Duarte Nogueira (PSDB), voltou a pedir recursos financeiros do estado para a contratação de mais profissionais de saúde. A liberação ajudaria a aumentar a capacidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento da Covid-19 na cidade.

“Pedimos que o governo do estado, em contato com a superintendência do Hospital das Clínicas, transfira recursos diretamente para a Faepa, que é a entidade que faz o funcionamento e a gestão como organização social das atividades de recursos humanos do HC ou libere a admissão na forma de novas nomeações em concursos para auxiliares de enfermagem, enfermeiros, médicos e outros profissionais da saúde”, disse.

Segundo Nogueira, o pedido foi feito ao secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, e uma resposta deverá ser dada na sexta-feira (3).

Em junho, o governo estadual destinou 28 respiradores ao Hospital das Clínicas (HC), mas nenhum deles entrou em operação porque a instituição esbarra na falta de orçamento para novos médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Situação das UTIs na cidade de Ribeirão Preto
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde

Atualmente, o HC, referência na Diretoria Regional de Saúde 13, conta com 61 leitos ativos. A taxa de ocupação nesta quarta-feira é de 83,6%. Os dados são divulgados diariamente em uma página especial do hospital na internet.

Ao todo, Ribeirão Preto tem 167 vagas em centros de terapia intensiva (CTI) distribuídos em hospitais das redes particular e pública. Do total, 157 estão ocupadas por pacientes em estado grave nesta quarta-feira, o que deixa a cidade vulnerável. A previsão, de acordo com o prefeito, é que dez novos leitos sejam ativados ainda esta semana.

“A situação da cidade nesse momento é crítica, mas não é extremamente grave. Nós chegamos a 97% de ocupação dos nossos leitos. A tendência é que a gente mantenha uma taxa de 90%. A precaução, em termos de previdência para novos leitos, é evitar que se tivermos algum pico nesse período de aumento de internações em UTI Covid, nós tenhamos os leitos de retaguarda, os leitos de contingência disponíveis”, afirmou Nogueira.

Ampliação depende de mão de obra

De acordo com o superintendente do HC, Benedito Maciel, embora tenha havido redução nos atendimentos de outras especialidades médicas, a UTI demanda profissionais qualificados para cuidados específicos.

“A questão não é número de funcionários. O que nós precisamos para poder montar os 28 leitos adicionais com os quais nós nos comprometemos com a Secretaria Estadual de Saúde, é de pessoal que tenha experiência em terapia intensiva. O leito de terapia intensiva é mais complexo e exige habilitação específica.”

Segundo Maciel, a instituição está reforçando as equipes com remanejamentos internos e iniciou um processo de contratação temporária de médicos intensivistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem por meio de em concurso realizado em março deste ano.

“Parte desses recursos vem do que recebemos do Ministério da Saúde dentro do programa de atendimento da Covid e do estado. São 16 médicos, 22 enfermeiros e o número de técnicos – são previstos dois para cada leito -, são 56 que serão incorporados.”

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By Tribuna ABC

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