
Balanço contabiliza irregularidades cometidas a partir de março, quando as primeiras medidas de contenção à Covid-19 foram publicadas. Houve também 19 atuações e mais de 1000 vistorias, segundo a administração.
Lacre da Fiscalização Geral em loja de Ribeirão Preto
Ronaldo Gomes/EPTV
Desde março, quando as primeiras medidas de contenção ao avanço do novo coronavírus foram publicadas, a Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) já lacrou 28 estabelecimentos por desrespeito aos decretos municipais de quarentena.
Segundo a administração municipal, 19 locais foram autuados, mais de 500 foram notificados e mais de 1000 foram vistoriados em cinco meses.
Em relação ao uso inadequado ou ausência de máscaras por clientes ou funcionários, três estabelecimentos do município foram autuados.
De acordo com a Prefeitura, as defesas ainda serão julgadas, mas se houver a punição, a multa é de R$ 5.025,02 para cada flagrante de cliente usando a proteção de forma irregular ou deixando de usar a máscara.
De acordo com a fiscalização geral do município e a vigilância sanitária, as irregularidades mais encontradas durante o período de maior restrição foram bares e quadras esportivas abertas, jogos de futebol em campinhos de bairros, além de academias e lojas de variedades.
População de máscara no Centro de Ribeirão Preto, SP
Reprodução/EPTV
Flexibilização
Ribeirão Preto, que contabiliza 22.599 casos de Covid-19 e 599 mortes pela doença, ficou de março a junho com o comércio totalmente fechado. Com a implantação do Plano São Paulo, o município abriu as lojas e outras atividades de 1º a 15 de junho, com restrições.
No entanto, os índices do novo coronavírus, sobre tudo a taxa de internação em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pioraram a cidade foi rebaixada à fase 1, vermelha, a mais restritiva e que permite somente a abertura de serviços considerados essenciais.
A retomada só aconteceu em agosto, quando no dia 8 a cidade e o Departamento Regional de Saúde 13 avançaram para a terceira etapa, amarela, que autoriza, entre outras coisas, o funcionamento de bares, restaurantes, parques e academias.
Comércio de Ribeirão Preto: em fase 2 do Plano SP, cidade não pode permitir funcionamento de serviços não essenciais
Reprodução/EPTV
Impasse
Em nova atualização do Plano São Paulo na sexta-feira (4), o governo paulista rebaixou Ribeirão Preto para a fase 2, laranja. Com isso, a abertura de bares e restaurantes para o público volta a ser proibida,de acordo com o estado. Somente as modalidades delivery, drive-thru e take out estão liberadas. Academias e salões de beleza também fecham as portas.
No entanto, o prefeito Duarte Nogueira (PSDB), pediu ao governo do estado a revisão da decisão e não publicou o decreto municipal com as determinações para a volta da fase laranja.
A Prefeitura contesta a análise feita no número de mortes por Covid-19 desde a atualização do plano em 28 de agosto, critério que tem peso 1 na classificação, e foi o principal indicativo analisado pelo estado para a regressão de fase.
Procurada, a Secretaria de Desenvolvimento Regional disse que recebeu o pedido e encaminhou ao Centro de Contingência para análise.
Com isso, de acordo com Nogueira, bares, restaurantes, salões de beleza e academias – estabelecimentos autorizados ao atendimento presencial apenas na fase amarela – vão funcionar até terça-feira (8).
Atualização do Plano São Paulo nesta sexta (4) (12ª atualização)
Divulgação/Governo do estado
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