
Contratação busca suprir ausências e limita-se a 20% do total de cargos. As inscrições podem ser realizadas até 10 de agosto, apenas online. Data de retomada das aulas na rede municipal ainda não foi definida pelo prefeito Bruno Covas (PSDB). Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, no viaduto do Chá, Centro da capital paulista.
Marcelo Brandt/G1
A Prefeitura de São Paulo iniciou o processo para a contratação de professores temporários para a retomada das aulas presenciais após a pandemia de coronavírus. O chamamento público será publicado no Diário Oficial do município na manhã de sábado (8).
A data de retorno das aulas na capital paulista ainda não foi definida pela Secretaria Municipal de Educação, mas nesta sexta-feira (7) o governo de São Paulo adiou a reabertura das escolas para 7 de outubro. O prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que prepara as escolas da cidade para retomar as aulas em outubro ou em 2021, e que a data vai ser a mesma para as escolas públicas e privadas (veja abaixo).
Entenda como será a volta às aulas presenciais no estado de São Paulo a partir de 7 de outubro
A contratação de professores pela Prefeitura de SP busca suprir ausências temporárias de profissionais licenciados e limita-se a 20% do total de cargos. As inscrições podem ser realizadas até 10 de agosto apenas online (clique aqui).
Devido à pandemia do coronavírus, pelo menos 245 funcionários da rede municipal foram afastados do trabalho por diversas causas até 08 de julho, de acordo com o último balanço divulgado pela administração municipal.
Prefeitura quer aval da Vigilância Sanitária para retorno das aulas na capital
As contratações serão para os cargos de:
• Professor de Educação Infantil e Ensino Fundamental I: remuneração de R$ 2.332,67 + R$ 22,18 (abono complementar)
• Professor de Ensino Fundamental II e Médio: remuneração de R$ 2.817,84 + R$ 26,95 (abono complementar)
• Auxiliar Técnico de Educação: remuneração de 1.585,16 + R$ 15,31 (abono complementar)
Os candidatos serão classificados mediante pontuação obtida pela apresentação, no ato da inscrição, de documentação comprobatória referente ao tempo de experiência, segundo o edital que será publicado no Diário Oficial.
Governo de SP confirma retorno das aulas presenciais a partir de 7 de outubro
Reabertura das escolas adiada
O governo de São Paulo adiou a reabertura das escolas públicas e privadas no estado para o dia 7 de outubro. O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB), em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, no início da tarde desta sexta-feira (7).
“A data foi adiada para 7 de outubro por recomendação do Centro de Contingência do Coronavírus para garantir uma margem de segurança ainda maior para as crianças, adolescentes, professores, gestores e profissionais da rede pública e privada de ensino e, obviamente, para os seus familiares”, disse Doria.
Entretanto, de acordo com o governador, as escolas públicas e privadas de regiões que estão na fase amarela há 28 dias e desejarem, poderão antecipar a reabertura para reforço escolar e atividades opcionais a partir do dia 8 de setembro.
No mesmo dia em que o governo do estado anunciou o adiamento da volta às aulas para outubro, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, afirmou que a rede municipal da cidade está sendo preparada para a volta às aulas, “seja ela em outubro, novembro ou dezembro, ou no ano que vem”. A declaração foi dada durante uma live no começo da tarde desta sexta-feira (7) com o Grupo Lide, sobre retomada econômica.
Covas disse que foi duramente criticado quando decidiu suspender as aulas na fase inicial de disseminação da doença na capital, mas que a ação foi totalmente acertada para conter a propagação da doença.
“Até hoje, as escolas não conseguiram conter o piolho, como você vai conseguir segurar o vírus do coronavírus?”, questionou Covas.
Prefeito Bruno Covas participou de live do Grupo Lide na tarde desta sexta, 7 de julho
Reprodução/internet
O prefeito disse a decisão tomada em relação a data de retorno será a mesma nas escolas públicas e privadas. “Não tem como a gente ampliar ainda mais a desigualdade do filho daquele que tem condições de pagar uma escola privada com o filho que não tem condições de pagar uma escola privada. Então, aqui não vai ter a data que volte o Dante Alighieri, o Santa Cruz e o Bandeirantes e a data que voltem as escolas estaduais”, afirmou.
“Enquanto a gente não tiver total tranquilidade de que é o momento apropriado, não é a pressão do grupo A, não é o interesse do grupo B que vai definir a data de retorno às aulas”, disse o prefeito.
Covas disse ainda que essa data não será decidida por ele, por pais, escolas, ou professores, mas pela área da saúde.
Uma pesquisa realizada pela Prefeitura de São Paulo aponta que 78% dos pais de alunos da rede municipal são contra a volta às aulas na cidade.
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