Inscrições tinham terminado em 9 de agosto, mas secretaria da educação identificou fraudes, como mais de uma inscrição por criança.Benefício substitui merenda, já que escolas seguem fechadas. A prefeitura de São Paulo anunciou que a partir de segunda-feira (31) vai abrir mais 10 dias de prazo para que as famílias de alunos das escolas municipais peçam o cartão alimentação. O benefício substitui a merenda, já que as escolas estão fechadas durante a quarentena contra o coronavírus.
As inscrições tinham sido encerradas em 9 de agosto. A prorrogação veio depois que a secretaria da educação analisou os cadastros e concluiu que muita gente que não tinha direito pediu e que 30% dos alunos da própria rede municipal ficaram de fora.
Dos 500 mil cadastros feitos no último chamado da gestão Bruno Covas (PSDB), só 97 mil estavam aptos a receber o benefício. 403 mil inscrições foram barradas porque a mesma criança foi inscrita várias vezes por parentes diferentes, ou porque eram alunos de outras cidades, de outros estados, ou ainda de escolas particulares.
“A gente sabe que nesse período a família pode ter empobrecido. Que ela não era vulnerável lá em março, abril, maio, mas agora os pais podem, eventualmente, ter perdido o emprego nesse período”, disse Bruno Caetano, secretário municipal da Educação. “Mas a gente pede consciência para as pessoas que vão solicitar. Que realmente só peçam esse cartão se realmente isso fizer diferença, se for muito importante para garantir a alimentação do seu filho e da sua filha”, continuou.
A solicitação deverá ser feita por meio do site da secretaria municipal de Educação.
Além do anúncio, nesta sexta-feira a prefeitura começa a entregar uma nova leva de cartões. Das 960 mil crianças matriculadas na rede, ao menos 600 mil já receberam o cartão alimentação e, com a nova remessa, o número deve chegar a quase 700 mil família atendidas.
A expectativa da prefeitura é de que até a próxima sexta-feira (4) esses novos cartões estejam nas 4 mil escolas para serem entregues aos pais, mediante agendamento.
“A gente resolveu pedir porque já são 5 meses, né, que está nessa pandemia. A gente conseguiu segurar por alguns meses, mas, agora, já não dá mais. Faz diferença para comprar um arroz, um feijão, né, um biscoito”, disse Sandra, mãe da Júlia, do nono ano.
Benefício para toda a rede
Em 30 de julho, a prefeitura de São Paulo anunciou que ampliaria a distribuição do vale-alimentação para todos os alunos da rede pública municipal de ensino.
O projeto inicial era atender apenas os alunos cadastrados no Bolsa Família. A restrição também chegou a ser questionada por diretorias de ensino e pela Justiça, e, em junho, gestão municipal havia divulgado a ampliação para mais 250 mil alunos, antes de decidir pela universalização do benefício.
Os alunos dos ensinos fundamental e médio têm direito a R$ 55 reais. Na educação infantil, o valor sobe para R$ 63, e, nas creches, para R$ 101 por criança. Os pais que têm mais de um filho recebem um cartão só com os créditos somados.
O cartão-alimentação é recarregado sempre no dia 4 de cada mês e pode ser usado em 40 mil supermercados até quando durar a pandemia. Assim que as aulas presenciais voltarem – o que ainda não tem data definida aqui na capital – os créditos serão suspensos porque os alunos vão voltar a ter merenda.
Mesmo assim, a prefeitura pede que as famílias guardem o cartão porque ele poderá ser usado de novo, caso haja uma nova necessidade.
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Prefeitura de SP prorroga prazo para pedidos de vale-alimentação por pais de alunos da rede municipal
