Preso por estrangular e carbonizar trans chora durante reconstituição do crime

Polícia faz reconstituição do crime em Itu — Foto: Carlos Dias/G1 1 de 4
Polícia faz reconstituição do crime em Itu — Foto: Carlos Dias/G1

Polícia faz reconstituição do crime em Itu — Foto: Carlos Dias/G1

O marido da dona de uma pensão para trans e travestis em Sorocaba (SP), que foi preso pela morte da trans Vick Santos, de 22 anos, chorou durante a reconstituição do assassinato da vítima, nesta quarta-feira (8), em Itu (SP). Douglas José Gonçalves confessou o crime e a esposa dele, Natasha Oliveira, também foi presa pelo homicídio.

A Polícia Civil e a perícia fizeram o procedimento em dois locais. O primeiro foi em uma chácara, na zona norte de Sorocaba, onde também funcionava um terreiro de candomblé. Douglas, que também é pai de santo, afirmou que a matou no local durante uma briga.

Ele alegou à polícia que, no dia do crime, se deparou com a trans na porta da chácara do casal e Vick teria o ameaçado. Uma desavença por dívidas teria sido a causa da discussão.

Ele afirmou também que conseguiu enrolar um lençol no pescoço de Vick utilizando uma técnica de artes marciais. Horas depois, foi até uma pousada onde estava Natasha e contou sobre o crime.

Reconstituição foi feita em Sorocaba e Itu — Foto: Carlos Dias/G1 2 de 4
Reconstituição foi feita em Sorocaba e Itu — Foto: Carlos Dias/G1

Reconstituição foi feita em Sorocaba e Itu — Foto: Carlos Dias/G1

Segundo apurado pelo G1, Natasha gerenciava mulheres trans e travestis e mantinha uma casa em um bairro nobre, onde Vick também foi moradora.

Na ocasião, conforme o relato dele, os dois voltaram à chácara. O corpo da trans foi colocado no carro e deixado na área rural de Itu. Em seguida, foi ateado fogo com a intenção de despistar a investigação.

A vítima foi encontrada carbonizada no dia 28 de maio, em uma estada. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a vítima também foi estrangulada.

O G1 entrou em contato com o advogado do casal, que afirmou que em relação ao Douglas trata-se de legítima defesa ou homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Em 2017, Douglas chegou a ser entrevistado por reconhecer a mãe dele, que estava em situação de rua.

Sobre Natasha, o advogado Michel Borges Michelini afirma que ela não participou do homicídio. O carro usado no crime foi apreendido e passou por perícia para identificar a existência de sangue. O caso corre sob sigilo.

Empresária foi presa pela polícia de Itu — Foto: Reprodução/Facebook 3 de 4
Empresária foi presa pela polícia de Itu — Foto: Reprodução/Facebook

Empresária foi presa pela polícia de Itu — Foto: Reprodução/Facebook

No dia do encontro do corpo, a Polícia Militar informou que não foi possível identificar se era de um homem ou mulher. Após investigação, um motorista de 41 anos também foi preso no dia 18 de junho suspeito de participação no crime.

De acordo com o boletim, na ocasião da prisão, o homem foi visto pela Avenida Itavuvu, em Sorocaba, onde acabou sendo abordado pelos policiais.

O suspeito tentou correr da polícia, resistindo à prisão. Em seguida, foi levado à UPA 9 de Julho e encaminhado à delegacia. Indagado, o homem negou envolvimento no crime. Ele permanecerá preso até o fim da investigação.

Casal foi preso pela morte de trans de Sorocaba — Foto: Reprodução/Facebook 4 de 4
Casal foi preso pela morte de trans de Sorocaba — Foto: Reprodução/Facebook

Casal foi preso pela morte de trans de Sorocaba — Foto: Reprodução/Facebook

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By Tribuna ABC

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