
Votação da proposta em primeira discussão consta na pauta da sessão ordinária desta segunda-feira (17) e pode ser acompanhada pela internet. Câmara Municipal de Presidente Prudente
Arquivo/G1
Na sessão ordinária desta segunda-feira (17), os vereadores de Presidente Prudente devem discutir o projeto de lei que pede que a Prefeitura seja obrigada a fornecer medicamentos a pacientes que apresentarem receitas de médicos da rede particular. Hoje, o fornecimento é feito apenas com prescrições da rede municipal de saúde.
O projeto de lei nº 1.148/17 é de autoria do vereador e presidente da Casa de Leis, Demerson Dias (PSB), e pede que o “município de Presidente Prudente forneça os medicamentos na rede pública de saúde aos pacientes que apresentarem receitas prescritas por médicos particulares, conveniados ou cooperados a planos de saúde, pela Santa Casa, casas de repouso, clínicas conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo que não atendidos pelo SUS”.
Conforme a proposta, para ser beneficiado, o paciente “deverá comprovar sua residência no município de Presidente Prudente e apresentar o Cartão Nacional de Saúde em uma Unidade Básica de Saúde do município”.
Além disso, a receita médica deverá conter o nome do princípio ativo do medicamento e, se possível, dentro da relação nacional de medicamentos essenciais regulamentada pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica definida pelo SUS.
Caso aprovada a lei, o conteúdo deve ser colocado em local visível nas unidades de distribuição gratuita de remédios, bem como o número de telefone da Ouvidoria da Saúde.
Em sua justificativa, Dias citou a Constituição Federal, que prevê no artigo 5º que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.
Cita ainda os artigos 6º, que fala sobre os direitos sociais a saúde, e o 196º que diz que “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.
Além de outros artigos, o vereador também argumentou que a saúde é um “componente da vida, com ampla proteção estatal e não poderá ser obstado por mecanismos que limitam o acesso aos serviços essenciais”.
Ele afirmou que exigir a apresentação de receitas prescritas por médicos do SUS, para que os pacientes consigam os medicamentos “limita o alcance de tal serviço público público, quedando-se o espírito das normas constitucionais quanto ao acesso universal e igualitário à assistência médico-hospitalar”.
“É razoável, seguro e prático, o uso de receitas aviadas por médicos particulares, conveniados ou cooperados a planos de saúde para que o usuário seja atendido sem maiores exigências. Outro efeito prático relevante para o SUS é a economicidade e a redução de atendimentos, porquanto o usuário terá a opção de obter o fornecimento da receita do medicamento sem impactar o sistema”, finalizou o vereador.
O PL entra em primeira discussão e precisa da maioria simples de votos para ser aprovado.
Sessão ordinária
Na pauta ainda constam outros dois projetos de lei de autoria da Prefeitura, 49 indicações, dez moções, 54 congratulações e 27 providências e informações.
Outros projeto podem ser incluídos para discussão ainda nesta segunda-feira 917), após a realização das Comissões Permanentes.
A sessão ordinária tem início a partir das 14h e segue com restrição de acesso do público, que pode acompanhar os trabalhos pelo canal da TV Câmara na internet.
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Projeto de lei pede que Prefeitura de Presidente Prudente forneça medicamentos prescritos por médicos da rede privada de saúde
