Queda no turismo em Guararema faz aumentar em 100% cadastros em programas assistenciais em Guararema

Guararema lamenta efeitos da pandemia no setor turístico

Guararema lamenta efeitos da pandemia no setor turístico

O setor hoteleiro que é forte em Guararema sentiu o impacto da pandemia do novo coronavírus. O reflexo disso foi o aumento de moradores cadastrados em benefícios assistenciais. Segundo a Prefeitura, antes da pandemia eram quase 2 mil, mas hoje este número chega a 4 mil, um aumento de 100%.

A informalidade também aumentou dentro pandemia, porque boa parte da renda da cidade vem do turismo. “Neste momento em que tudo pegou de forma diferente, com a Covid-19, a cidade acaba sofrendo bastante, porque o turismo é a última etapa para uma reabertura”, diz o secretário municipal de Emprego e Desenvolvimento Econômico, Marlon Rodrigues.

Em média, o município conta com cerca de 14 mil empregos, diretos e indiretos, sendo que 5,5 mil são diretamente ligados ao turismo. A estimativa da Prefeitura é que 95% dessas vagas já não existam mais.

Com a flexibilização do Alto Tietê para a fase amarela do Plano SP na última semana, os restaurantes puderam reabrir nesta segunda-feira (13), mas com restrições. A capacidade de pessoas no local não pode ultrapassar os 40%. Em Guararema, um decreto da Prefeitura não permite a reabertura dos comércios aos domingos.

Maura Dechelli emprega sete pessoas no restaurante. Durante a pandemia, não demitiu ninguém, mas viu o faturamento despencar e vai encarar os próximos dias com cautela.

“Eu acho que não é a hora agora, eu acho que a gente tem que ir gradativamente. Eles flexibilizaram de segunda a sábado para abertura no almoço, então eu vou trabalhar sexta e sábado com o almoço. No resto eu vou continuar com o delivery sexta, sábado e domingo, porque para mim não é vantagem. Eu dependo muito do turismo para ter movimento. Eu não quero expor os meus funcionários para ficarem aqui de segunda a quinta para não ter movimento”, diz.

Mesmo com a flexibilização, a Prefeitura disse que vai manter as barreiras sanitárias. Todo mundo que tentar entrar na cidade, o motorista vai ser questionado se é morador ou visitante. Se for turista, vai ser avisado que o comércio e os pontos turísticos estão fechados. Nos últimos três meses, 11 mil carros foram barrados, mas 16 mil entraram na cidade. Segundo a Prefeitura, a maioria dos veículos veio de Itaquaquecetuba, Suzano e da capital paulista.

No fim de semana teve até fila. Nas placas dos carros era possível constatar que vieram de cidades vizinhas, como Jacareí, Mogi das Cruzes, Santa Isabel e até de São Paulo. Em Luís Carlos, uma barreira orientava os ciclistas. O banner com o decreto e os agentes ficam em um ponto até as 18h, durante os finais de semana. Como o ciclista não consegue entrar, acaba voltando para a casa.

Em Mogi das Cruzes, o distrito de Sabaúna estava cheio no domingo. Muita gente aglomerada e sem máscara de proteção.

“Os grupos atualmente não estão pedalando, os grupos. A gente vê muitas pessoas que participam dos grupos fazendo os seus pedais, saindo para pedalar, e atendendo às restrições. Quando a cidade limita o acesso, as pessoas estão evitando a destinação para lá. A nossa orientação, também, é a de quando o ciclista sair para fazer o seu lazer, desestressar um pouco de ficar em casa trancado, é de que ele utilize a proteção da máscara para trabalhar”, diz o responsável pela grupo Família de Ciclistas, Ubirajara Nunes.

By Tribuna ABC

Veja Também!