Aedes aegypti, transmissor da dengue — Foto: Getty Images/BBC
Aedes aegypti, transmissor da dengue — Foto: Getty Images/BBC
Região de Campinas (SP) com maior incidência de casos de coronavírus, segundo pesquisa realizada pela Vigilância em Saúde, a zona Noroeste, que engloba o distrito do Campo Grande, também é a área da metrópole mais afetada pela dengue em 2020. Os 1.021 infectados representam 27,8% de todos as ocorrências neste ano.
Segundo a Secretaria de Saúde, entre 1º de janeiro e 1º de julho, Campinas confirmou 3.671 casos, 106 a mais que o boletim anterior. Uma pessoa morreu de dengue em abril.
De acordo com o balanço da Saúde, depois da região Noroeste, a mais afetada é a Sudoeste, com 985; o menor número de casos é contabilizado na zona Sul, com 307.
Ainda segundo a prefeitura, o combate a dengue envolve a participação da população, principalmente com o descarte correto de resíduos e a eliminação de criadouros, uma vez que a estimativa é que 80% deles estão dentro dos imóveis.
Especialistas destacam que basta apenas um pouco de água parada para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, se reproduzir. Por isso engana-se quem pensa que os criadouros são apenas caixas d’água destampadas e sem proteção, piscinas, calhas e pneus. Qualquer objeto que possa acumular água pode virar um foco em potencial, como reservatório de geladeira e pratos de plantas, comuns dentro das casas.
Em entrevista sobre o assunto, Andrea Von Zuben, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), explicou que a fêmea do Aedes não costuma voar longe, geralmente em um raio de 100 metros.
“Ela pode voar mais se não tiver criadouro disponível nem gente ali. Se tiver criadouros disponíveis ali, naquela casa, para pôr o ovinho, essa fêmea ela não vai se deslocar. Ela fica ali na parede, vem até a parede, pica e põe ovo”, diz.
Combate e prevenção
Segundo a prefeitura, os trabalhos municipais de combate e prevenção da doença neste ano incluíram visitas a 297.627 imóveis pelas equipes de Saúde para controle de criadouros, bem como a realização de nebulizações em 154.313 imóveis localizados em áreas de transmissão.
Além disso, as equipes da prefeitura coletaram, no período entre 1º de janeiro e 2 de maio, 10.141 toneladas de resíduos despejados irregularmente na cidade, 1.423 toneladas na Operação Cata-Treco e outras 10.621 toneladas nos ecopontos.
A administração pede a colaboração da população no combate aos criadouros. “Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias. É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados”, orienta, em nota.
