1 de 4Romeiros de Arujá a caminho da Basílica de Aparecida — Foto: Danilo Sardinha/G1
Romeiros de Arujá a caminho da Basílica de Aparecida — Foto: Danilo Sardinha/G1
A uma semana do Feriado da Padroeira, celebrado no dia 12 de outubro, romeiros fazem peregrinação pela Dutra até o Santuário Nacional de Aparecida. Mas, diferente de anos anteriores, em que o acostamento da pista costumava ter muitos romeiros já no início de outubro, o movimento está menor em 2020.
A pandemia e a própria recomendação da Basílica de Aparecida para que as pessoas evitem as visitas neste período são dois dos motivos para a redução de romeiros. Porém, as peregrinações não acabaram por completo, seja pela Via Dutra ou pela Rota da Luz, que é o caminho mais recomendado. Existem os fiéis que mantêm essa tradição neste ano.
Caso de um grupo de romeiros de Arujá, que saíram do ponto de partida em 29 de setembro e caminharam por alguns dias pela Via Dutra até a Basílica. Eles realizam o trajeto há sete anos, mas reconhecem que a romaria está diferente em 2020.
“Esse ano está muito diferente. Paramos em alguns postos, restaurantes, para pegar uma água, descansar um pouco. Em todos os locais há protocolos, caminhamos com o álcool em gel”, contou o engenheiro de automação, Jerônimo Lopes, de 48 anos.
2 de 4Romeiros de Arujá em direção a Aparecida; ao centro o engenheiro Jeronimo Lopes — Foto: Danilo Sardinha/G1
Romeiros de Arujá em direção a Aparecida; ao centro o engenheiro Jeronimo Lopes — Foto: Danilo Sardinha/G1
Os pontos de apoio, aliás, também reduziram na pandemia. Os romeiros de Arujá contam com o apoio de um padre de Santa Branca, que acompanha o grupo com um carro e oferece água e alimentação em alguns pontos.
“Da nossa parte, o que fazemos é a caminhada de agradecimento. Não viemos para pedir nada, apenas para agradecer. Neste ano, a gente criou a nossa lista de orações para familiares e amigos, mas incluímos neste ano o pessoal da pandemia, que infelizmente tiveram muitas perdas. É questão da solidariedade também”, destacou Jerônimo.
Na Basílica
No Santuário Nacional, os fiéis chegam a pé, de carro ou de bicicleta. Esse último meio é o caso do médico Marco Eugênio, de 53 anos, que saiu de Ribeirão Preto na companhia do amigo, Ronaldo. Foram cerca de 500 quilômetros pedalando em seis dias de percurso.
3 de 4Amigos Ronaldo e Marco Eugênio saíram de Ribeirão Preto rumo a Aparecida — Foto: Danilo Sardinha/G1
Amigos Ronaldo e Marco Eugênio saíram de Ribeirão Preto rumo a Aparecida — Foto: Danilo Sardinha/G1
Marco Eugênio é dermatologista, mas, no auge da pandemia, foi deslocado para atuar no combate à Covid-19. A visita para Aparecida, aliás, estava marcada para março ou abril. Mas, por causa da Covid-19, adiaram o plano.
“É muito cansativo, demais. É muito maior do que imaginava (risos). Foi um desafio para mostrar minha fé. Fico até emocionado. Meu pai é devoto, também sou. Essa viagem era para ser em março, abril. Mas, infelizmente, não deu. O que importa é que agora deu tudo certo”, comentou.
Protocolos de segurança
A Basílica de Aparecida tem orientado os romeiros a adiarem a peregrinação neste momento de pandemia para evitar riscos para os fiéis. Mas, para os que se deslocam ao Santuário Nacional mesmo assim, o templo tem uma série de medidas sanitárias para que essas visitas ocorram em segurança.
4 de 4Uso de máscara é obrigatório no Santuário Nacional de Aparecida — Foto: Danilo Sardinha/G1
Uso de máscara é obrigatório no Santuário Nacional de Aparecida — Foto: Danilo Sardinha/G1
Além de estipularem um limite de pessoas no Santuário, há medição de temperatura, álcool gel em totens espalhados pela Basílica, distanciamento e higienização dos locais.
Em 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida, as missas não poderão ter a presença do público e poderão ser acompanhadas somente pela TV, rádio ou internet. Clique aqui e confira o que pode e o que não pode no Santuário no dia da Padroeira do Brasil.
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