Salões de beleza do Alto Tietê se adaptam e investem em curso para garantir segurança na retomada das atividades

Salões de beleza do Alto Tietê se adaptam e criam estratégias para atrair clientes

Salões de beleza do Alto Tietê se adaptam e criam estratégias para atrair clientes

Cerca de 18% dos salões de beleza do Estado de São Paulo não resistiram aos efeitos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e tiveram que encerrar as atividades durante a quarentena, segundo levantamento do sindicato do setor.

Os estabelecimentos que continuam e que agora puderam reabrir na fase amarela do Plano São Paulo, no entanto, precisam de jogo de cintura para manter as contas em dia, enfrentar a queda no faturamento e reconquistar clientes.

No Alto Tietê, os protocolos de segurança contra a transmissão da Covid-19 passaram a fazer parte da rotina. No salão de Rute Vidal, por exemplo, o encaixe não é mais uma realidade. Agora os atendimentos são com hora marcada em uma agenda controlada.

As cadeiras, que eram 20, passaram para metade. Os objetos de trabalho sempre foram esterilizados, porém, em tempos de pandemia o processo é ainda mais rigoroso. As capas personalizadas para cobrir os clientes foram substituídas por modelos descartáveis.

Até mesmo os sapatos dos profissionais se tornaram padrões. Tudo isso dá mais tranquilidade para clientes como a auxiliar administrativa Cristina Kawakami, que está cumprindo a quarentena a risca.

“Desde março, mais ou menos 16 de março. Realmente isolada. Eu tenho um filho de 20 anos. Ele está de home office, mas ele é grupo de risco. Só que agora, como abriu o salão, eu resolvi vir por confiança mesmo. Sabia que ela estava tomando todo o cuidado e porque minha preocupação, realmente, é ele, da gente sair na rua e levar alguma coisa para ele”, diz.

Higienização de equipamentos ficou mais rigorosa no salão, que fica em Mogi das Cruzes — Foto: Reprodução/TV Diário 1 de 1
Higienização de equipamentos ficou mais rigorosa no salão, que fica em Mogi das Cruzes — Foto: Reprodução/TV Diário

Higienização de equipamentos ficou mais rigorosa no salão, que fica em Mogi das Cruzes — Foto: Reprodução/TV Diário

Para reforçar esse compromisso com os clientes o salão pediu que todos os colaboradores fizessem um curso on-line oferecido pelo sindicato. Todo o processo de reabertura foi discutido com base nesse conteúdo e os certificados ficam expostos logo na entrada, como explica a Rute.

“Eu pedi a eles que cada um fizesse o curso e eles, graças a Deus, realmente fizeram. Todos estão falando a mesma língua, todos estamos na mesma sintonia”, afirma a proprietária. Os salões tem ido além das regras básicas. Mesmo nesse momento economicamente delicado os investimentos são necessários. Poder voltar as atividades já é uma vitória.

“Segundo dados oficiais do setor patronal 18% dos salões que fecharam as portas em definitivo no estado de São Paulo. Aqueles que voltam, começam endividados, obviamente, e já com novos custos de despesas adicionais, por exemplo, os novos protocolos, álcool gel, máscaras, uma série de regras que constam dos protocolos. Mas isso não tirou o ânimo e a vontade de trabalhar. Inclusive, a gente tem resultados positivos de atendimento”, diz Márcio Michelasi, presidente do Sindicato Nacional Pró-Beleza.

O salão da Rute fica em Mogi das Cruze e existe há quase 40 anos. O retorno das atividades está dentro das expectativas, mas com tantas restrições a retomada tem sido lenta.

“O serviços não podem mais ser casados. Antes, sobrancelhas, pé, mão. Não, porque é uma aglomeração em volta do cliente. Com isso dificulta, principalmente os clientes que estão ainda trabalhando. Tanto que temos profissionais que preferiram continuar no atendimento ainda domiciliar, por ter essa abertura de estar mais tempo com vários clientes, do que o tempo restrito do salão”, completa Rute.

CORONAVÍRUS

By Tribuna ABC

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