Saúde investiga morte suspeita por febre maculosa em Piracicaba

A Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) informou nesta quinta-feira (24) que junto ao governo estadual investiga uma morte suspeita por febre maculosa na cidade. O paciente era o assistente social Antônio Carlos Danelon, conhecido como Totó Danelon, que morreu na terça-feira (22).

A pasta informou que foi notificada da suspeita por um hospital particular da cidade e, assim, comunicou o governo estadual.

Comunicado de falecimento do assistente social Antônio Carlos Danelon, conhecido como Totó Danelon — Foto: Reprodução/ Facebook 1 de 2
Comunicado de falecimento do assistente social Antônio Carlos Danelon, conhecido como Totó Danelon — Foto: Reprodução/ Facebook

Comunicado de falecimento do assistente social Antônio Carlos Danelon, conhecido como Totó Danelon — Foto: Reprodução/ Facebook

Uma amostra de material biológico foi coletada pelo hospital e encaminhada ao Laboratório Municipal, que a encaminhou para análise no Instituto Adolfo Lutz, que faz o exame e conclui se a doença foi a causa da morte ou não. Segundo a prefeitura, o prazo para conclusão é de 60 dias.

Casos e mortes confirmadas por febre maculosa de janeiro a setembro em moradores de Piracicaba:

  • 2019: 8 casos e 3 óbitos
  • 2020: 4 casos e 1 óbito

Principais sintomas da febre maculosa:

  • Febre acima de 38,5ºC e calafrios, de início súbito;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia e dor abdominal;
  • Dor muscular constante;
  • Pode ocorrer exantema (vermelhidão) nas palmas das mãos e sola dos pés;
  • Paralisia dos membros que inicia nas pernas e sobe até os pulmões, causando parada respiratória (casos mais graves);
  • Gangrena em dedos e orelhas.
Ciclo da febre maculosa envolve carrapatos e capivara — Foto: Amanda Paes/G1 2 de 2
Ciclo da febre maculosa envolve carrapatos e capivara — Foto: Amanda Paes/G1

Ciclo da febre maculosa envolve carrapatos e capivara — Foto: Amanda Paes/G1

Cuidados e prevenções em relação à febre maculosa:

  • Uso de roupas de cor clara, vestimentas longas, calçados fechados (preferencialmente com meias brancas e botas de cano longo) ao frequentar áreas favoráveis à presença de carrapatos (em especial beira de rios, ribeirões, córregos), o que facilitará a visualização dos mesmos;
  • No caso de trabalhadores o uso de equipamentos de proteção individual obrigatório nas atividades ocupacionais como capina e limpeza de pastos;
  • Não entrar em áreas onde há placa indicativa de risco para febre maculosa, pois nestes locais já ocorreu sabidamente a transmissão da doença e os carrapatos podem estar contaminados;
  • Examinar o corpo periodicamente ao frequentar áreas propícias à presença de carrapatos, tendo em vista que quanto mais rápido eles forem retirados do corpo, menor a chance de infecção;
  • Se verificados carrapatos no corpo, retirá-los com leves torções e com o auxílio de pinça, evitando o contato com unhas e o esmagamento do mesmo;
  • Utilização periódica de carrapaticidas em cães, cavalos e bois, conforme recomendações do profissional médico veterinário;
  • Limpeza e capina periódica de lotes não construídos e áreas públicas com cobertura vegetal;
  • Caso venha a apresentar febre até 14 dias da retirada do carrapato, ou de ter frequentado uma área de risco para febre maculosa, procurar o serviço médico e relatar que pegou carrapato, para que o médico então indique a antibioticoterapia adequada.
By Tribuna ABC

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