Sede da Guarda Municipal de Rio Claro é alvo de pedradas após enterro de jovem morta com tiro

Manifestantes arremessam pedras na sede da Guarda Civil Municipal de Rio Claro — Foto: Flavio Hussni/Jornal Cidade 1 de 3
Manifestantes arremessam pedras na sede da Guarda Civil Municipal de Rio Claro — Foto: Flavio Hussni/Jornal Cidade

Manifestantes arremessam pedras na sede da Guarda Civil Municipal de Rio Claro — Foto: Flavio Hussni/Jornal Cidade

Moradores arremessaram pedras durante protesto na sede da Guarda Civil Municipal (GCM) de Rio Claro (SP), na tarde de domingo (2). Ninguém foi preso (Veja o vídeo da ação abaixo).

A ação aconteceu após o sepultamento da jovem Gabrielli Mendes da Silva, de 19 anos, que morreu após ser atingida por um tiro durante ação da GCM em uma festa clandestina entre o final da noite de sábado (1º) e madrugada de domingo.

Um guarda de 52 anos, que não teve a identidade divulgada, alegou disparo acidental e foi preso por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele pagou fiança e foi liberado.

Jovem de 19 anos morre atingida por tiro em festa clandestina em Rio Claro; guarda é preso

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Em nota, a prefeitura informou que vidros de janelas foram danificados e um guarda recebeu uma pedrada no braço. A GCM registrou um boletim de ocorrência de depredação ao patrimônio público.

A Secretaria Municipal de Segurança lamentou o ocorrido e ressaltou que, infelizmente, nenhuma ação irá reverter a morte da jovem.

Ainda de acordo com a secretaria, a GCM presta importante trabalho de reforço na segurança pública e que a ocorrência no baile clandestino foi um fato isolado, que está sob investigação e será julgado pela Justiça.

Festa clandestina e disparo

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a Guarda Municipal fazia a verificação de uma denúncia de festa clandestina com aglomeração, em uma rua no Jardim Panorama.

O boletim de ocorrência diz que 40 pessoas participavam de um baile funk e os guardas alegaram que os moradores ameaçaram jogar pedras quando as viaturas chegaram.

Festa clandestina acontecia em rua em Rio Claro — Foto: Reprodução/EPTV 2 de 3
Festa clandestina acontecia em rua em Rio Claro — Foto: Reprodução/EPTV

Festa clandestina acontecia em rua em Rio Claro — Foto: Reprodução/EPTV

O guarda disse à polícia ter pensado que a arma estava descarregada. Ao colocar a bala de borracha, disparou acidentalmente, mas a espingarda estava com munição de verdade.

Segundo a Polícia Civil, Gabrielli e José Felipe de Lima Verneck, de 29 anos, foram atingidos. Ambos foram socorridos, mas Gabrielli não resistiu ao ferimento. Verneck continua internado na Santa Casa, mas o estado de saúde dele não foi divulgado.

Segundo a Delegacia Seccional de Rio Claro, o auto de prisão lavrado foi encaminhado à Justiça e ao Ministério Público. A delegacia também pede que testemunhas que tiverem informações do caso procurem a Central de Polícia Judiciária, na Rua 12 com a Avenida da Saudade.

Gabrielli Mendes da Silva foi morta com tiro e guarda alega disparo acidental em Rio Claro — Foto: Reprodução/EPTV 3 de 3
Gabrielli Mendes da Silva foi morta com tiro e guarda alega disparo acidental em Rio Claro — Foto: Reprodução/EPTV

Gabrielli Mendes da Silva foi morta com tiro e guarda alega disparo acidental em Rio Claro — Foto: Reprodução/EPTV

Inquérito

A Secretaria Municipal de Segurança apreendeu a arma do guarda, que ficará afastado das atividades operacionais até que a Polícia Civil conclua as investigações e a Justiça decida sobre o caso.

Um inquérito administrativo interno também será aberto pela Secretaria de Segurança para “apurar a conduta técnica do guarda com relação ao emprego dos procedimentos operacionais”.

By Tribuna ABC

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