
Diretor de emergências da entidade, Michael Ryan, alertou nesta segunda-feira (10) que o país ainda tem transmissão comunitária contínua e pressão sobre o sistema de saúde. No sábado (8), o país alcançou a marca dos 100 mil mortos pela Covid-19. Projeção em um prédio no Rio de Janeiro no dia 9 de agosto diz ‘100.000 vidas’, em homenagem às vítimas da Covid-19 no Brasil.
Mauro Pimentel/AFP
O diretor de emergências da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan, alertou nesta segunda-feira (10) que o Brasil ainda tem altos níveis de transmissão da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).
“O Brasil está sustentando um nível muito alto de epidemia. A curva [de transmissão] achatou um pouco, mas não está diminuindo”, alertou Ryan.
No sábado (8), o Brasil ultrapassou a marca dos 100 mil mortos pela Covid-19. É o segundo maior número do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. No fim de semana, o país também passou os 3 milhões de casos.
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“Muitos dos indicadores para o Brasil estão realmente apontando para transmissão comunitária contínua, pressão contínua no sistema de saúde”, continuou Ryan.
Segundo o diretor de emergências da OMS, a taxa de transmissão da doença – o chamado R0 – no país oscila entre 1,1 e 1,5. Isso significa que uma pessoa infectada contamina, em média, mais de uma outra. Para que a disseminação da doença fique sob controle, o R0 precisa estar abaixo de 1 (ou seja, é preciso que uma pessoa infectada não consiga contaminar nenhuma outra).
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