
SP tem 14.709 pessoas com Covid-19 internadas em hospitais
Vídeos publicados nas redes sociais mostram festas com aglomerações na Grande São Paulo neste final de semana. Em Barueri, uma festa teve DJ, banda ao vivo e frequentadores sem máscara. Nas imagens é possível ouvir um dos convidados dizendo: “O couro comendo, quarentena já era, pai.”
Moradores da cidade, que não querem se identificar, afirmam que há três semanas as festas têm sido frequentes e divulgadas na internet. “Está tendo tendo restrições, só que também está tendo festas clandestinas. Não é só em sítio. A gente quer uma resposta das autoridades. Por que escolas estão fechadas, mas as baladas estão abertas?”
Os vizinhos também afirmam que já denunciaram as festas à Prefeitura de Barueri, Guarda Municipal e Polícia Militar.
Ao todo, no estado de São Paulo, 14.709 pessoas estão internadas por causa da Covid-19: 8.673 em enfermarias e 6.036 em UTIs. A taxa de ocupação de leitos de UTI está estável: 65,9% no estado; 63,6% na região metropolitana e 55% na capital paulista.
A Prefeitura de Barueri afirmou que intensificou a fiscalização e que orienta os donos sobre a possibilidade de lacração do estabelecimento em caso de desobediência, mas não informou o número de autuações durante a quarentena.
Distanciamento social
Combinar o distanciamento social, o uso de máscaras e a higiene das mãos é melhor estratégia para combater a Covid-19, mostra um estudo publicado nesta terça-feira (21) na revista científica “Plos”.
No estudo, os pesquisadores desenvolveram um modelo computacional da disseminação da Covid-19 com base em informações sobre a epidemiologia da doença. Eles usaram o modelo para estudar o efeito previsto de várias medidas de prevenção no número e época de ocorrência dos casos de coronavírus.
Os cientistas, do hospital afiliado à Universidade de Utrecht, na Holanda, perceberam os seguintes cenários:
- se a população se torna rapidamente consciente do coronavírus e da eficácia das medidas de prevenção, as chamadas “medidas autoimpostas” – como distanciamento social, uso de máscaras e higiene das mãos – podem tanto diminuir como atrasar o “pico” do número de casos;
- se a eficácia dessas medidas passa dos 50%, é possível evitar uma grande epidemia;
- se as medidas autoimpostas demoram de ser implementadas, entretanto, elas ainda podem reduzir o número de casos, mas não atrasam o pico;
- a implementação antecipada do distanciamento social, imposto por governos, conseguiu atrasar, mas não reduziu o pico da epidemia da doença.
Os cientistas concluíram, então, que a combinação das medidas autoimpostas – principalmente se elas forem adotadas por uma grande parte da população – com o distanciamento social imposto pelo governo tem o potencial de tanto adiar como reduzir o pico da pandemia.
