Vigilância faz varredura em região onde atriz Camila Pitanga contraiu malária em São Sebastião

Camila Pitanga com a filha, Antônia, de 12 anos — Foto: Reprodução/Instagram Camila Pitanga com a filha, Antônia, de 12 anos — Foto: Reprodução/Instagram

Camila Pitanga com a filha, Antônia, de 12 anos — Foto: Reprodução/Instagram

A Vigilância Epidemiológica de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, prepara uma varredura na região da Barra do Una, onde a atriz Camila Pitanga e a filha, Antônia, de 12 anos, contraíram malária.

De acordo com a prefeitura, a partir de quinta-feira (20) equipes vão buscar em um raio de 500 metros da casa da atriz por pessoas com e sem sintomas mas que estejam dispostas a serem examinadas.

Em 2020, foram registrados três casos da doença na cidade, sendo dois deles os da atriz e da filha. O Ministério da Saúde considera o município área de risco para a malária por ter registrado ao menos um caso autóctone nos últimos três anos (veja mais abaixo).

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De acordo com a assessoria da atriz, Camila Pitanga estava em confinamento em uma casa na Barra do Una quando começou a apresentar os primeiros sintomas. Acreditando estar infectada pela Covid-19, ela procurou um laboratório em Ubatuba e o exame para coronavírus deu negativo.

O diagnóstico de malária foi confirmado pela equipe da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), do Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo.

Segundo a assessoria, a atriz e a filha estão em tratamento e retornaram ao isolamento social em São Sebastião. Camila publicou em sua conta no Instagram o relato dos dias de sufoco que ela e a filha passaram ao contrair malária.

Foram 10 dias de muito sufoco. Entre picos de febre alta, calafrios e total incerteza. Havia a sombra da possibilidade de estar com covid-19. Somente no domingo recebi o resultado negativo do meu PCR. Mas no lugar de me aliviar, permanecia a agonia pois eu não fazia ideia do que eu poderia ter. Estava à deriva. Pois bem, uma amiga minha suspeitou que esses picos de febre associados ao fato de estar em isolamento social numa zona de Mata Atlântica no litoral de SP, podia ser malária. Fui indicada a conversar com dois infectologistas. Os dois extremamente generosos em falar comigo num domingo já de noite. Dr Luiz Fernando Aranha e o Dr André Machado. Agradeço ao último pelas orientações que me levaram ao Hospital das Clínicas da USP. Uma vez que a supeita era malária, doença muito rara, não há melhor lugar para você ser tratado do que a rede SUS, local de referência e excelência para doenças endêmicas. No HC, fui prontamente atendida por uma mulherada. Sim, uma equipe 100% de mulheres fantásticas do laboratório da Sucen. Faço questão de dar seus nomes: Drª Ana Marli Sartori, Drª Silvia Maria di Santi, Drª Dida costa, Drª Simone Gregorio, Drª Renata oliveira e tão importantes quanto, as agentes de saúde Cida Kikuchi e Gildete Santos. Todas foram extremamente profissionais, eficientes e gentis. Bom, os resultados dos exames sairam dando positivo para malária. Eu e minha filha. Uma doença que ainda existe, é curável, mas precisa de cuidados. O tratamento é gratuito. Faço cá meus votos de gratidão a todas e todos agentes de saúde, que além de estarem na trincheira nessa luta contra a covid-19, estão aí atendendo inúmeras outras demandas com seu profissionalismo em meio a condições e incertezas muito grandes. É de suma importância valorizar a existência desse sistema de saúde que cuida de tanta gente, principalmente dos que não tem condições de pagar um plano de saúde. Estamos num país onde uma doença matou mais de 100 mil pessoas em poucos meses. Esse número poderia ser o triplo ou mais se não fosse o SUS. A catástrofe seria ainda maior. Muito obrigada e parabéns a todas e todos os profissionais de saúde desse país!!!

Casos de malária

A Secretaria Estadual de Saúde informou que Centro de Vigilância Epidemiológica identificou até junho deste ano dois casos autóctones de malária no Estado. Em 2019, foram 12 casos no decorrer do ano em todo o Estado.

São Sebastião registrou 20 casos nos últimos cinco anos, sendo três até agosto de 2020, seis em 2016, cinco em 2017, quatro em 2018 e dois em 2019.

Para a segunda quinzena de setembro está programada uma pesquisa entomologia em parceria entre a prefeitura e a Sucen para a identificação da espécie de mosquito transmissora da doença na região.

Além de febre, infectados por malária podem ter vômitos, diarréia, dor abdominal, falta de apetite, tonteira e sensação de cansaço.

Exame para coronavírus da atriz Camila Pitanga, feito em laboratório em Ubatuba, deu negativo — Foto: Divulgação Exame para coronavírus da atriz Camila Pitanga, feito em laboratório em Ubatuba, deu negativo — Foto: Divulgação

Exame para coronavírus da atriz Camila Pitanga, feito em laboratório em Ubatuba, deu negativo — Foto: Divulgação

By Tribuna ABC

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