Hospital de Campanha de Heliópolis tem mais 9 mortes por Covid-19 no fim de semana; óbitos na unidade crescem 64% em julho

Número de mortes por covid no Hospital de Heliópolis é alto

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O Hospital de Campanha de Heliópolis registrou mais 9 mortes de pacientes com Covid-19 no sábado (18) e domingo (19). As mortes de pacientes com coronavírus na unidade cresceram 64% em apenas 17 dias do mês de julho, em comparação com o total registrado anteriormente. De 20 de maio a 30 de junho, o número de mortes de pacientes com coronavírus na unidade era 42.

O hospital não atende apenas pacientes de São Paulo, mas também moradores da região metropolitana e até de cidades do interior. No dia 30 de junho, o SP1 mostrou que o hospital registrava uma morte por dia. Até então, eram quarenta e duas no total.

Na época, 105 pacientes estavam internados no hospital. De lá pra cá, o número de leitos ocupados diminuiu, mas o índice de mortes se manteve praticamente o mesmo.

Jéssica Muniz, gerente médica da unidade, informou que a unidade atende pacientes mais graves da doença, e que isso pode explicar a taxa alta de mortalidade.

“O hospital de Campanha Barradas é o único hospital com leitos de UTI. Isso é um diferencial perante os outros hospitais de campanha porque o paciente fica conosco até o necessário. Se ele tiver necessidade de ficar em intubação ele fica conosco durante esse período da UTI e recebe todos os cuidados. Os pacientes recebidos no local, são muito mais graves do que nos outros hospitais de campanha. Inclusive os próprios hospitais de campanha encaminham pacientes graves pra nós”, afirmou.

O hospital começou a funcionar depois de adaptar a Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Barradas no dia 20 de maio.

Até esta segunda-feira (20), 617 pacientes já tiveram alta. A unidade tem 200 leitos. Inicialmente eram 24 de UTI, agora são 34. O custo para manter o hospital é de R$ 5 milhões por mês.

Além do de Heliópolis, a capital tem mais dois hospitais de campanha: no Ibirapuera e no Anhembi. No Ibirapuera, que também é do governo do estado, foram 11 mortes até o fim de semana. No Anhembi, que é da Prefeitura, 32 mortes.

A unidade tem 200 leitos. Até sexta-feira (17), 87 pacientes estavam internadas no hospital, sendo 28 delas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), informou a secretaria estadual de Saúde.

O diretor da unidade, Paulo Quintaes, havia informado anteriormente que as mortes no local decorriam de pessoas com doenças pré-existentes.

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Dentre as unidades municipais, o Hospital municipal do Anhembi, que chegou a ter 601 pacientes, registrou 32 mortes e foi inaugurado no dia 11 de abril. O local recebe pacientes de baixa e média complexidade, mas tem os chamados leitos de estabilização (uma espécie de unidade de terapia semi-intensiva, com respiradores, para casos mais graves)

O Hospital de Campanha do Pacaembu, localizado até então nas dependências de um estádio de futebol na capital paulista, teve as instalações fechadas dia 29 de junho. Até o encerramento das atividades, o local teve apenas 3 mortes.

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By Tribuna ABC

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