Alto Tietê continua na fase amarela do Plano SP pela nona semana seguida

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Atualização do Plano São Paulo nesta sexta-feira (4) — Foto: Divulgação/Governo do estado

Atualização do Plano São Paulo nesta sexta-feira (4) — Foto: Divulgação/Governo do estado

O Alto Tietê permaneceu na fase amarela do Plano São Paulo de retomada da economia na atualização realizada nesta sexta-feira (4), pelo Governo do Estado, durante uma coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

A partir da próxima segunda-feira (7), essa será a nona semana seguida em que os municípios, que integram a sub-região leste da Grande São Paulo, juntamente a Guarulhos, ficarão na Fase 3, considerada de flexibilização.

Ainda de acordo com o Governo do Estado, os leitos de terapia intensiva (UTI) destinados aos pacientes em tratamento do novo coronavírus (Covid-19) na região registraram ocupação média de 49,7% na última semana.

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Indicadores da 12ª atualização do Plano São Paulo — Foto: Divulgação / Governo do Estado de São Paulo

Indicadores da 12ª atualização do Plano São Paulo — Foto: Divulgação / Governo do Estado de São Paulo

Com a atualização desta sexta, 95% da população do Estado passa a fazer parte da Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo, permite o funcionamento das seguintes atividades:

  • shoppings centers, galerias e estabelecimentos congêneres, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com o funcionamento permitido de praças de alimentação apenas ao ar livre ou em áreas arejadas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico;
  • comércio, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico;
  • serviços, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico;
  • bares, restaurantes e similares para consumo local, somente ao ar livre ou em áreas arejadas, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico. Para cidades que estão há 14 dias ou mais na fase amarela, é permitido o funcionamento até as 22h;
  • salões de beleza e barbearias, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, com a adoção dos protocolos geral e setorial específico;
  • academias de esporte de todas as modalidades e centros de ginástica, com capacidade limitada a 30%, horário reduzido a oito horas, agendamento prévio com hora marcada, permissão apenas de aulas e práticas individuais e adoção dos protocolos geral e setorial específico;
  • eventos, convenções e atividades culturais, desde que a região esteja classificada na fase amarela há pelo menos 28 dias, com capacidade limitada a 40%, horário reduzido a oito horas, controle de acesso, venda apenas on-line e hora e assentos marcados, assentos e filas com distanciamento mínimo, proibição de atividades com público em pé e adoção dos protocolos geral e setorial específico.

O Plano São Paulo

Para começar a retomada de atividades no Estado em 1º de junho, o governo dividiu o território de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS).

A Grande São Paulo foi subdividida em outras 6 regiões, sendo uma para a capital e outras 5 para cada grupo de cidades da Região Metropolitana. O Alto Tietê está na região “Grande SP Leste”, juntamente de Guarulhos. A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma das regiões.

Os critérios que baseiam a classificação das regiões são:

  • ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
  • total de leitos por 100 mil habitantes;
  • variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;
  • variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;
  • variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.

Na última sexta-feira (28), o Governo do Estado anunciou a adição de dois indicadores fixos, ou seja, que não fazem uma comparação com a semana anterior, para a avaliação da mudança de fase no Plano São Paulo: o número de internações por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e o número de óbitos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

De acordo com o coordenador executivo do Centro de Contingência da Covid-19 em São Paulo, João Gabbardo, os novos indicadores visam garantir mais estabilidade às regiões no que diz respeito a possíveis mudanças de fase.

“Quando se aproxima o momento de algumas regiões terem condições de passar para a fase verde, o Centro de Contingência, para dar mais segurança ao plano, implementou dois novos indicadores, que não são de comparação com a semana anterior, mas são indicadores fixos, que determinam que, para passar para a fase verde, a região precisa ter, no máximo, 40 internações por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e no máximo 5 óbitos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias”, disse Gabbardo.

“Isso se justifica pela necessidade de que, para passar para a fase verde, a região tem que estar, efetivamente, com o controle da pandemia. Sempre que a região estiver atingindo esses dois indicadores, eles vão preponderar sobre uma possível alteração no dado comparativo da semana. Na prática, o que significa isso: imagine uma região que esteja com a pandemia totalmente controlada e tem, na semana, um óbito. Se na semana seguinte ela tiver três óbitos, ela terá um acréscimo de 200%, e isso pode levar da fase amarela de volta para a laranja, quando, na verdade, a epidemia está absolutamente controlada”, completou.

Esses critérios definem em qual das cinco fases de permissão de reabertura a região se encontra:

  • Fase 1 – Vermelha: Alerta máximo
  • Fase 2 – Laranja: Controle
  • Fase 3 – Amarela: Flexibilização
  • Fase 4 – Verde: Abertura parcial
  • Fase 5 – Azul: Normal controlado

Histórico do Alto Tietê no Plano São Paulo

Inicialmente, o Alto Tietê foi classificado na fase vermelha do Plano São Paulo, o que permitia apenas o funcionamento de atividades consideradas essenciais, a exemplo do que vinha acontecendo desde o início da quarentena no estado, em março.

A partir do dia 15 de junho, a região passou para a fase laranja, considerada de ‘controle’, que permitia o funcionamento de shoppings centers, comércio e serviços como escritórios, imobiliárias e concessionárias, com capacidade limitada a 20%, horário reduzido a quatro horas seguidas e adoção de protocolos padrões e setoriais específicos.

Após quatro semanas, no dia 13 de julho, a região foi reclassificada para a fase amarela, permitindo, assim, maior flexibilização no comércio e a reabertura gradual de setores como bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e academias, todos com restrições e adotando protocolos de segurança.

Após 15 dias nessa etapa, universidades puderam reabrir para atividades práticas, bem como cursos profissionalizantes e de educação não-regular, como de idiomas, música e dança.

Ao completar 28 dias, a reabertura do setor cultural também foi permitida, desde que fossem seguidos os critérios de segurança. Na ocasião, porém, o setor cultural do Alto Tietê avaliou que ainda era cedo para retomar as atividades presenciais.

Números da Covid-19 no Alto Tietê

A média móvel de mortes pela Covid-19 chegou a quatro nesta quinta-feira (3). A última vez em que o cálculo ficou em um patamar tão baixo foi em 4 de maio.

Na comparação com duas semanas atrás, a média diária de mortes caiu de 7 para 4, o que representa 42% de redução. Desde o início da pandemia, o Alto Tietê acumula 1.224 óbitos de moradores pela doença.

Entre quarta e quinta-feira região também somou mais 337 novos casos, além de 152 pacientes recuperados. No acumulado desde o início da pandemia, a região acumula 22.912 casos do novo coronavírus, dos quais 14.782 estão curados.

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By Tribuna ABC

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