Área da diretoria do Instituto Butantan é interditada após casos de Covid-19

Sede do Instituto Butantan na Zona Oeste de São Paulo — Foto: Reprodução TV Globo 1 de 2
Sede do Instituto Butantan na Zona Oeste de São Paulo — Foto: Reprodução TV Globo

Sede do Instituto Butantan na Zona Oeste de São Paulo — Foto: Reprodução TV Globo

A diretoria do Instituto Butantan foi interditada por sete dias após a confirmação de casos de infecção pela Covid-19 entre funcionários. A interdição da área do prédio localizado na Zona Oeste de São Paulo ocorreu nesta quinta-feira (3).

O Butantan fez uma parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para produzir no Brasil a vacina contra o coronavírus,a Coronavac.

De acordo com a assessoria de imprensa do instituto, o local está passando por procedimentos de limpeza e desinfecção. Todos os colaboradores do setor passaram por exames e aguardam os resultados em casa, trabalhando em esquema home office, inclusive o diretor do Butanta, Dimas Covas.

“O Butantan informa também que conta com uma equipe de contingência que está constantemente orientando com medidas para garantir a segurança dos colaboradores, bem como acompanhando os casos positivos”, disse em nota.

Ao todo, 9 mil profissionais da saúde devem participar dos testes nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília, durante a terceira fase de testes da vacina chinesa.

Os voluntários serão acompanhados por uma equipe científica durante três meses. Após a aplicação da primeira dose, os voluntários recebem uma segunda dose da vacina 14 dias depois.

Metade dos voluntários recebem placebo e a outra metade a vacina. Esse tipo de estudo é denominado de duplo cego, pois pesquisadores e pesquisados não sabem quem recebeu qual tipo de tratamento.

Em 3 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a nova etapa do projeto. Dias depois, o governador João Doria (PSDB) anunciou que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) também aprovou a realização dos testes.

A previsão é a de que o Instituto Butantan receberá do laboratório chinês 45 milhões de doses da vacina até o fim de 2020. Ao todo, 60 milhões de doses devem ser enviadas até o primeiro trimestre de 2021. Além disso, o instituto espera produzir 120 milhões de doses em sua fábrica, a qual deverá ficar pronta em um período de 10 a 15 meses.

Instituto Butantan vai produzir vacina chinesa contra o coronavírus em SP — Foto: Reprodução TV Globo 2 de 2
Instituto Butantan vai produzir vacina chinesa contra o coronavírus em SP — Foto: Reprodução TV Globo

Instituto Butantan vai produzir vacina chinesa contra o coronavírus em SP — Foto: Reprodução TV Globo

By Tribuna ABC

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