1 de 2Viaturas da Polícia Militar que participam de operação do Ministério Público em Mogi das Cruzes — Foto: Alessandro Batata/TV Diário
Viaturas da Polícia Militar que participam de operação do Ministério Público em Mogi das Cruzes — Foto: Alessandro Batata/TV Diário
A Polícia Militar prendeu na manhã desta sexta-feira (4) cinco vereadores de Mogi das Cruzes e três empresários por suspeita de envolvimento em crime de corrupção. A reportagem vai procurar pela defesa dos suspeitos.
A operação “Legis Easy” faz parte de uma investigação da Promotoria do Patrimônio Público e envolve, ao todo, 12 mandados de prisão, sendo que oito foram cumpridos no começo da manhã. Policiais estão nas ruas na tentativa de cumprir outros quatro.
Os vereadores presos preventivamente são Carlos Evaristo da Silva (PSB), Diego de Amorim Martins (MDB), Francisco Moacir Bezerra (PSB), Jean Lopes (PL) e Mauro Araújo (MDB). Entre os presos está também, segundo a promotoria, Carlos César Claudino de Araújo, irmão de Mauro Araújo, que seria o operador financeiro do esquema e também os empresários Willian Casanova e Joel Leonel Zeferino, do ramo da construção civil.
Ainda segundo o Ministério Público, ao todo são 12 mandados de busca e apreensão além dos 12 de prisão. A investigação é continuidade de uma operação realizada no gabinete do vereador Mauro Araújo em novembro de 2019, quando houve a apreensão de celulares e documentos. Também houve quebra de sigilo bancário.
A investigação
De acordo com a promotoria, a investigação aponta corrupção na Câmara, na Secretaria Municipal de Saúde de Mogi das Cruzes e no Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae). Por meio de cruzamentos de dados entre conversas de WhatsApp, documentos e quebra de sigilo bancário, a promotoria identificou três empresas usadas para lavar dinheiro: a WA, de Mauro Araújo; a MLC do irmão dele, Carlos César Claudino de Araújo; e a Casanova Mix, uma empresa da área de materiais de construção.
A investigação está em andamento e a denúncia ainda não foi oferecida pelo Ministério Público, mas a justiça concedeu as prisões preventivas. O prazo para oferecimento de denúncia é de dez dias.
2 de 2Operação é da Promotoria do Patrimônio Público de Mogi das Cruzes — Foto: Reprodução/TV Diário
Operação é da Promotoria do Patrimônio Público de Mogi das Cruzes — Foto: Reprodução/TV Diário
