Diarista acusada de matar motorista que conheceu pelo Facebook pega 4 anos de prisão

Motorista tirou foto com diarista no primeiro encontro em São Carlos — Foto: Arquivo Pessoal 1 de 3
Motorista tirou foto com diarista no primeiro encontro em São Carlos — Foto: Arquivo Pessoal

Motorista tirou foto com diarista no primeiro encontro em São Carlos — Foto: Arquivo Pessoal

A diarista Maria da Conceição de Almeida Martarello, de 54 anos, foi condenada, nesta segunda-feira (5), a 4 anos de prisão em regime semiaberto pela morte do motorista Sérgio Garbim, de 54 anos, encontrado parcialmente carbonizado em janeiro de 2019 em São Carlos (SP).

O casal teria se conhecido pelo Facebook e a mulher foi identificada como possível autora do crime devido a uma selfie tirada no primeiro encontro dos dois. Após ser presa, ela confessou ter dopado, esfaqueado e colocado fogo no corpo de Garbim.

A defesa de Maria da Conceição havia pedido a sua absolvição, alegando que ela agiu sob forte emoção porque estava sendo extorquida por Garbim que ameaçava colocar as fotos de seus filhos na internet acusando-os de serem estupradores.

“Ela agiu sob forte emoção para evitar que os filhos sofressem por ela ter conhecido alguém”, afirmou a advogada Ângela de Souza Vicente.

O julgamento começou às 13h no Fórum Criminal de São Carlos e durou cerca de oito horas. A defesa comprovou que a vítima tinha histórico de extorquir mulheres.

Foi apresentada um vídeo de outra mulher acusada de ter ajudado no crime. Nas imagens ela contou que foi ameaçada e extorquida por Garbim por vários anos. Como o processo foi desmembrado, essa mulher, acusada de ser co-autora ainda não foi julgada.

Maria da Conceição está presa na penitenciária feminina de Guariba, onde deverá permanecer até a finalização do prazo de recurso da decisão que pode ser feito pela promotoria.

Local onde corpo foi encontrado carbonizado em São Carlos — Foto: ACidadeON/SãoCarlos 2 de 3
Local onde corpo foi encontrado carbonizado em São Carlos — Foto: ACidadeON/SãoCarlos

Local onde corpo foi encontrado carbonizado em São Carlos — Foto: ACidadeON/SãoCarlos

A diarista foi identificada menos de um mês depois que o corpo de Garbin foi encontrado em um loteamento no Jardim Embaré, em São Carlos.

Segundo o delegado Gilberto de Aquino, responsável pela investigação da Polícia Civil, a vítima, que vivia em Pirituba, zona oeste de São Paulo, se encontrou com a diarista pela primeira vez no dia 12 de janeiro, após o primeiro contato pelo Facebook. No dia do primeiro encontro, o homem tirou uma selfie com a diarista, o que ajudou na identificação da suspeita.

O delegado Gilberto de Aquino em São Carlos — Foto: Fabio Rodrigues/G1 3 de 3
O delegado Gilberto de Aquino em São Carlos — Foto: Fabio Rodrigues/G1

O delegado Gilberto de Aquino em São Carlos — Foto: Fabio Rodrigues/G1

Ao ser localizada, ela negou envolvimento, mas foi confrontada com a foto e confessou ao delegado que dopou o motorista com rivotril, o levou para o local em seu carro e usou um facão para matá-lo. Depois usou três litros de gasolina para atear fogo no corpo.

Maria alegou que era ameaçada por Garbim e que ele teria tentado obter vantagens financeiras sobre ela, mas a polícia acreditava em outras motivações.

A diarista não tinha passagens pela polícia. Já o homem tinha registros de ocorrências relacionadas a ameaça, injúria e difamação de mulheres com quem já teve relacionamentos.

By Tribuna ABC

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