1 de 2Funcionários fazem enterro no Cemitério de Vila Formosa, na Zona Leste da cidade de São Paulo, na tarde deste sábado (1), em meio à pandemia do coronavírus. — Foto: Robson Rocha/Estadão Conteúdo
Funcionários fazem enterro no Cemitério de Vila Formosa, na Zona Leste da cidade de São Paulo, na tarde deste sábado (1), em meio à pandemia do coronavírus. — Foto: Robson Rocha/Estadão Conteúdo
O estado de São Paulo registrou nesta sexta-feira (4) 186 novas mortes por coronavírus em 24 horas, chegando ao total de 31.091 óbitos desde o início da pandemia. A marca dos 30 mil óbitos, número maior do que o registrado em toda a Espanha, foi ultrapassada na segunda-feira (31).
A média móvel de mortes, que leva em consideração os registros dos últimos 7 dias e minimiza as diferenças das notificações, é de 200 óbitos por dia nesta sexta. A média está igual ou acima de 200 mortes há 100 dias, mas o índice desta sexta é o menor desde o final de maio.
A variação da média móvel de mortes nesta sexta foi de -13% em comparação ao valor registrado há 14 dias, o que para os especialistas indica estabilidade. Como o cálculo da média móvel leva em conta um período maior, é possível medir de forma mais fidedigna a tendência da pandemia.
Na quinta-feira (27), após um longo período de estabilidade ininterrupto nos novos registros, a média diária de mortes apresentou tendência de queda. Mas na sexta (29), a tendência voltou à estabilidade, e continua estável desde então.
Para confirmar a saída do estado do chamado platô – estabilidade no ponto mais alto de mortes da curva epidemiológica – é preciso que exista uma queda sustentada de novos casos e mortes. Embora os novos registros estejam caindo dia após dia, a média diária de mortes continua igual ou acima de 200 há 100 dias consecutivos no estado.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, também foram registrados 7.038 novos casos em 24 horas nesta sexta, elevando o total para 845.016 desde o início da pandemia. As novas confirmações em 24 horas não significam que as mortes e casos aconteceram de um dia para o outro, mas que foram contabilizadas no sistema neste período. Os números costumam ser menores aos finais de semana e segundas-feiras.
A média móvel de casos diários é de 6.972 nesta sexta (4). O número de casos inclui todos os resultados positivos em exames laboratoriais, tanto os do tipo sorológico, que verifica apenas a presença de anticorpos, quanto os que analisam a presença do vírus no organismo no momento – o chamado exame RT-PCR.
Veja os novos registros no estado de SP nas últimas 24 horas:
- 186 novas mortes
- 7.038 novos casos
Veja o total no estado de SP desde o início da pandemia:
- 31.091 mortes
- 845.016 casos confirmados
O secretário de Desenvolvimento Regional do estado de São Paulo, Marco Vinholi, afirmou nesta sexta (4) que, pela primeira vez, os óbitos no interior do estado atingiram um patamar maior do que os óbitos na capital.
“Outro fator importante é que pela primeira vez os óbitos no interior do estado atingem um patamar maior do que os óbitos na capital: 37,7% dos óbitos durante a pandemia do estado de São Paulo ocorreram no interior enquanto 37,6% na capital, invertendo essa pirâmide e o interior passando a capital ao longo dessa pandemia”, disse Vinholi.
Na comparação entre interior e litoral versus a região metropolitana da capital, a Grande SP tem 62,5% das mortes no estado de São Paulo.
Também em coletiva de imprensa, o governador João Doria (PSDB) anunciou a prorrogação da quarentena no estado de SP até 19 de setembro.
“Estamos na 10ª quarentena aqui em São Paulo e a partir do dia 5 de setembro, portanto, amanhã, sábado, nós estaremos na 11ª quarentena que vai até o dia 19 de setembro”, disse Doria.
Doria também atualizou nesta sexta-feira (4) a classificação das regiões no plano de reabertura gradual das atividades econômicas. Marília, Presidente Prudente, São João da Boa Vista, Registro e São José do Rio Preto passaram da fase laranja para amarela. A única região que regrediu foi Ribeirão Preto que passou da fase amarela para laranja. O estado permanece sem nenhuma região na fase vermelha, a mais restritiva do plano de flexibilização econômica.
Internações e UTI
O número de pacientes internados com suspeita ou confirmação de Covid-19 no estado nesta sexta-feira caiu para 10.694, sendo 6.112 em enfermaria e 4.582 em UTI. Na quinta, eram 11.480, sendo 6.600 em enfermaria e 4.880 em UTI.
A taxa de ocupação dos leitos das UTIs está estável: o índice está em 54% no estado e 51,5% na Grande São Paulo. Na quinta, os índices eram de 54,1% no estado e 52% na Grande São Paulo.
Ainda segundo a Secretaria Estadual da Saúde, 671.574 pessoas estão recuperadas da Covid-19, sendo que 93.074 foram internadas e tiveram alta hospitalar.
Aglomerações no feriado
2 de 2Multidão lotou as praias no domingo (30) em Santos, SP — Foto: Alexsander Ferraz/ A Tribuna Jornal
Multidão lotou as praias no domingo (30) em Santos, SP — Foto: Alexsander Ferraz/ A Tribuna Jornal
O governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (4) o início da Operação Independência, que vai reforçar o policiamento em cidades turísticas do estado para tentar evitar aglomerações durante a pandemia de Covid-19.
As cidades do litoral paulista e outras estâncias turísticas no interior do estado vão receber reforço de 20 mil policiais ao dia durante o feriado prolongado do dia 7 de setembro. Também serão utilizadas 7,2 mil viaturas e 880 motos, além de helicópteros e drones.
No litoral, a PM fará patrulhamento ostensivo na orla e também em regiões que concentram bares e restaurantes. Megafones serão usados para divulgar de mensagens de prevenção ao coronavírus. Os policiais também devem oferecer apoio a equipes locais de Vigilância Sanitária e Guarda Civil, que fazem a fiscalização do uso obrigatório de máscara.
Nas rodovias, a fiscalização de tráfego vai aplicar testes de bafômetro e verificar o uso obrigatório de cinto de segurança. A previsão é que sejam instalados 160 pontos de fiscalização nas estradas e 1,5 mil em áreas urbanas por dia.
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