O senador Izalci Lucas, do PL-DF, comunicou em seu discurso no plenário que o Partido Liberal se oporá à nomeação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita na segunda-feira (27) e, conforme Izalci, o indicado terá “muito a explicar” durante a sabatina agendada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que ocorrerá na quarta-feira (29).
Conexões com Dilma e dúvidas sobre os eventos de 8 de janeiro
Durante sua fala, Izalci mencionou que Messias teria sido mencionado em uma conversa da então presidente Dilma Rousseff, em 2016, onde ela supostamente oferecia a Lula uma posição como ministro da Casa Civil. O senador também expressou sua intenção de questionar o indicado sobre sua decisão de pedir a prisão dos indivíduos envolvidos nos ataques ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
<p.Ao abordar o episódio de janeiro, Izalci afirmou: “Não houve golpe algum. Isso é apenas uma narrativa. Não se pode falar em golpe sem armas ou Forças Armadas. O próprio ministro da Defesa do presidente Lula declarou que não foi um golpe”.
Votação na CCJ e no plenário
No âmbito da CCJ, Jorge Messias já possui 15 votos a favor e 7 contrários. Para que sua indicação prossiga para votação no plenário do Senado, é necessário obter pelo menos 14 votos na comissão. Quatro senadores ainda não declararam seus votos: Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Professora Dorinha (União Brasil-TO), Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO).
O governo estima ter assegurados 45 votos no plenário, superando por quatro votos o quórum mínimo de 41 senadores exigido para a aprovação. As negociações continuam intensas para garantir que a indicação seja aprovada.
Imagem: Zeca Ribeiro
A declaração pública do PL feita por Izalci Lucas traz um elemento significativo ao processo de sabatina e votação de Jorge Messias no Senado, enquanto a CCJ se prepara para analisar a indicação.
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