O PSOL ratificou uma resolução que estabelece o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) para a governança do Estado de São Paulo, além de reafirmar o suporte a Marina Silva (Rede) na corrida pelo Senado Federal. Essa decisão foi tomada com o intuito de fortalecer a atuação do partido nas negociações relativas à formação da coligação eleitoral.
Tensões com o PSB
A deliberação ressalta o descontentamento da federação PSOL-Rede em relação ao possível lançamento de candidatos do PSB para as duas vagas no Senado. O PSOL expressou que não aceita a participação do PSB na disputa por essas cadeiras e anunciou apoio a “outra candidatura do campo progressista” para o Senado, sem revelar nomes específicos.
Conforme a resolução, será responsabilidade do PSB e do PT buscar uma solução para a alocação das vagas. Informações internas indicam que a presença de três candidatos provenientes do mesmo campo na disputa senatorial é motivo de preocupação, já que isso poderia fragmentar os votos e comprometer a competitividade da chapa.
Resultados das pesquisas
Uma pesquisa Vox Brasil, realizada entre os dias 22 e 25 de abril com eleitores paulistas, revelou que Marina Silva possui 29,7% das intenções de voto para o Senado; Guilherme Derrite (PP) segue em segundo com 27,2%; Simone Tebet (PSB) apresenta 26,1%; enquanto André do Prado (PL) registra 22,5%. Todos os candidatos estão dentro da margem de erro de 2,55 pontos percentuais.
Marina Silva demonstrou interesse em concorrer ao Senado ao lado de Simone Tebet e em manter sua aliança com Fernando Haddad, que busca novamente a presidência do governo paulista.
Imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Próximos passos
A resolução aprovada pelo PSOL convoca a diretoria estadual do partido para uma nova reunião programada para a primeira quinzena de maio. Nesse encontro, serão discutidas propostas relacionadas às eleições. Internamente, o partido argumenta que sua bancada federal em São Paulo — composta por seis deputados — é superior à do PSB, que conta com dois representantes, utilizando esse dado como base para requerer maior participação na chapa.
As decisões tomados têm como objetivo definir posicionamentos e evitar a dispersão do apoio no espectro progressista, mantendo as atenções voltadas para as negociações entre as legendas envolvidas.
Com informações de Conexaopolitica
