
Jovem morre afogado na represa Billings
Um jovem de 21 anos morreu afogado na tarde deste domingo (6) enquanto tomava banho na Represa Billings, na Ilha de Bororé, região do Grajaú, na Zona Sul de São Paulo. O local, que é muito frequentando por banhistas e pescadores, estava lotado.
Testemunhas contaram que Diego de Oliveira Coutinho nadava na margem da represa, não muito distante da borda, quando se afogou. Mergulhadores dos bombeiros passaram a tarde tentando encontrar o rapaz, mas o corpo só foi localizado horas depois.
1 de 3Jovem morre afogado na represa Billings na Zona Sul de SP no domingo (7) — Foto: Reprodução/TV Globo
Jovem morre afogado na represa Billings na Zona Sul de SP no domingo (7) — Foto: Reprodução/TV Globo
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Jovem morre afogado na represa Billings na Zona Sul de SP no domingo (7) — Foto: Reprodução/TV Globo
Represas cheias
Com as altas temperaturas registradas, as represas ficaram lotadas no final de semana. E teve quem deu aquele jeitinho para burlar as regras de segurança.
O Parque Praia do Sol, na Zona Sul da capital, estava com a entrada fechada no domingo. Mas nem por isso a Avenida Atlântica, que passa em frente, deixou de ficar congestionada.
Havia fila de carros para entrar no estacionamento do restaurante que fica um pouco mais adiante. Bastava entrar a pé ou pagar R$ 10 por veículo para ter acesso livre para a beira da Represa Guarapiranga.
Como em qualquer praia antes da pandemia, a reportagem flagrou a maior parte das pessoas sem máscara, bebendo e sem distanciamento social. Gente na areia pegando sol, descansando e dentro d’água. Algumas pessoas estavam um pouco mais afastadas – no gramado e junto aos carros.
Depois de algum tempo, a Polícia Militar apareceu. Foi chamada por causa do som alto de muitos carros. Mandaram alguns baixarem o volume e depois de dez minutos saíram. E a música voltou.
A prainha de São Bernardo do Campo recebeu grades para impedir o acesso. Com as grades, ninguém pode chegar na maior atração da prainha. Passar era permitido apenas para quem ia passear de barco ou almoçar nos restaurantes flutuantes.
A Guarda Civil Municipal (GCM) estava com viaturas na areia, colocando avisos nos acessos, abordando quem estava sem máscara e oferecendo uma descartável para os esquecidos.
“Nosso ponto principal é evitar a aglomeração. As pessoas podem sair de casa, mas tem que ter os cuidados e a responsabilidade necessária neste momento”, afirmou a inspetora regional da GCM Rosemary Camargo de Souza.
Os visitantes que vieram não sabiam das limitações. Trouxeram a família para passar o dia na praia. E acabaram ficando nas mesinhas mais distantes, e decepcionados.
Na falta da praia, podia sentar para comer nos quiosques, mas também com restrições. Cada quiosque com duas mesas para 8 pessoas no máximo.
Para os permissionários, um movimento muito menor do que estavam acostumados. A comerciante Eronilda Cardoso vendeu 100 pratinhos de peixe na semana passada e menos da metade nessa.
Na Prainha, o domingo foi dia de se contentar com o possível. E de ver ali do lado, a estrada cheia de carros de quem pôde ir para o litoral.
Nós pedimos um posicionamento para a Prefeitura da capital e também para a Polícia Militar sobre o movimento na Represa Guarapiranga durante o domingo e estamos aguardando a resposta.
3 de 3Jovem morre afogado na represa Billings na Zona Sul de SP no domingo (7) — Foto: Reprodução/TV Globo
Jovem morre afogado na represa Billings na Zona Sul de SP no domingo (7) — Foto: Reprodução/TV Globo
