1 de 4Mãe e filho apresentaram incompatibilidade sanguínea que, sem vacina, gerou sequelas permanentes no menino — Foto: Reprodução/Facebook
Mãe e filho apresentaram incompatibilidade sanguínea que, sem vacina, gerou sequelas permanentes no menino — Foto: Reprodução/Facebook
A incompatibilidade sanguínea entre mãe e filho, somada à desinformação, trouxe graves consequências à vida do filho de Edilia de Oliveira, de 44 anos, que vive em Bertioga, no litoral de São Paulo. Sem conseguir trabalhar para cuidar da criança, portadora de paralisia cerebral, mãe e pai buscam ajuda para oferecer uma melhor qualidade de vida ao menino.
Há pouco mais de 12 anos, Edilia soube que estava grávida de seu segundo filho. Portadora do tipo sanguíneo O-, era incompatível com o do marido, portador do tipo O+. Nesses casos, a primeira gestação ocorre sem problemas, mas a atenção deve ser redobrada a partir do segundo filho. Edilia conta que a obstetra que acompanhou seu pré-natal não indicou o tratamento adequado.
Edilia, enquanto gestante, deveria ter tomado uma vacina imunoglobulina anti-Rh, capaz de bloquear a produção dos anticorpos pela mãe, que entende o bebê como ‘corpo estranho’ e tende a rejeitá-lo. “Sabíamos que tinha risco, mas não nessa gravidade. Me falaram que eu poderia ter morrido com ele”, conta.
Wesley Wendell da Silva, atualmente com 12 anos, nasceu em outubro de 2004, após sete meses de gestação, às pressas. “O meu organismo estava rejeitando o bebê. Ele já estava com anemia profunda, fígado dilatado, batimentos cardíacos muito fracos”, relata a mãe. “O que veio depois foi consequência disso”.
2 de 4Wesley nasceu com paralisia cerebral. Mais tarde, desenvolveu baixa visão e perda auditiva severa — Foto: Reprodução/Facebook
Wesley nasceu com paralisia cerebral. Mais tarde, desenvolveu baixa visão e perda auditiva severa — Foto: Reprodução/Facebook
Wesley é portador de paralisia cerebral, possui baixa visão e perda auditiva severa, que se desenvolveram mais tarde. A mudança da rotina com a chegada de um bebê, que já era esperada, tornou-se algo permanente na residência da família. Edília teve que abandonar seu emprego de recepcionista em um laboratório e seu marido só consegue trabalhar de autônomo. “Nenhum chefe vai aceitar que o empregado precise sair durante o expediente para cuidar do filho tantas vezes quanto precisamos”, conta.
Por conta disso, o casal não conta com uma situação financeira favorável. Sem dinheiro para arrumar as telhas da casa, dias chuvosos castigam a família. “Sempre que chove, chove mais aqui dentro. Até na caminha do meu filho, molha tudo. Não temos como arrumar, todo o nosso dinheiro já tem destino”, revela.
Com o dinheiro do pai, a família paga as contas de água, luz, telefone e compra alimentos. Com o benefício que Wesley recebe, o convênio médico dele é pago, além da compra de itens de higiene e remédios que ele precisa tomar.
3 de 4Wesley Wendell da Silva, de 12 anos, ao lado da mãe, Edilia de Oliveira — Foto: Reprodução/Facebook
Wesley Wendell da Silva, de 12 anos, ao lado da mãe, Edilia de Oliveira — Foto: Reprodução/Facebook
Mesmo assim, o foco da busca por ajuda do casal permanece sendo o filho. “Tento sempre buscar ajuda, porque sozinhos não conseguimos. O que pudermos fazer para ele ter uma qualidade de vida melhor, nós dois faremos”, diz. Eles tentam arrecadar cerca de R$ 3,8 mil em uma vaquinha online para comprar uma cama hospitalar para acomodar melhor Wesley, que atualmente dorme em uma cama comum, o que preocupa Edilia.
“Ele se mexe muito, é uma criança bem ativa. Na cama comum, ele quase cai, toda hora”, conta. “A cama hospitalar tem as grades, ajuste de altura. Vai me permitir higienizar ele, dar banho e trocar fraldas. Além disso, ele tem bronquite asmática e precisa dormir com a cabeça mais para cima”.
4 de 4Família tenta manter qualidade de vida para filho com paralisia cerebral — Foto: Arquivo Pessoal/Elidia de Oliveira
Família tenta manter qualidade de vida para filho com paralisia cerebral — Foto: Arquivo Pessoal/Elidia de Oliveira
