1 de 1Fábrica da Embraer em São José dos Campos — Foto: Divulgação/ Enplan
Fábrica da Embraer em São José dos Campos — Foto: Divulgação/ Enplan
O Ministério Público do Trabalho (MPT) apura denúncias recebidas de funcionários da Embraer que relatam pressão para aderir ao Plano de Demissão Voluntária (PDV), encerrado pela empresa na quarta-feira (2).
A fabricante de aviões vai demitir 2,5 mil funcionários nas fábricas do Brasil. O total engloba 900 cortes anunciados nesta quinta(3), que irão se somar aos 1,6 mil desligamentos de funcionários que aderiram ao PDV.
Uma campanha incentivando a denúncia de casos de assédio em relação ao PDV foi iniciada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, que encaminhou os denunciantes ao MPT.
Segundo a entidade sindical, 15 trabalhadores foram orientados a procurar o MPT, que recebeu três denúncias até o fim de agosto.

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Uma funcionária que prefere não ser identificada por temer represália explica que houve coação por mensagens no celular.
“O assédio moral aconteceu sim. Todos os funcionários que estavam em licença remunerada acabaram recebendo de uma forma ou outra mensagens, telefonemas dos celulares particulares e ligações do gênero ‘olha seria bom se pegar esse PDV porque a situação da empresa tá feia’ ou ‘olha nós não sabemos o futuro da empresa'”, disse.
A funcionária complementa o relato. “A Embraer nega, ela disse que mandou notícias digitais. Espera aí, se tem um e-mail principal que já avisou que existe o PDV, para quê ficar mandando todos os dias lembretes que existe um PDV?”, questiona.
Segundo o MPT, as denúncias foram incluídas num inquérito de 2019 envolvendo a empresa, que trata de assédio moral.
O que diz a Embraer
Em nota, a Embraer reforçou que o PDV foi um processo voluntário e comunicado com transparência às pessoas, seguindo o código de ética e conduta. Segundo a empresa, os funcionários foram informados pelos canais oficiais sobre o programa.
