
Casos de dengue em Limeira têm aumento de pelo menos 60% em 2020
A Prefeitura de Limeira (SP) aponta a pandemia do coronavírus como um dos fatores que influenciaram no aumento dos casos de dengue na cidade neste ano, que é de 57,7%.
De acordo com a chefe de Divisão de Controle de Zoonoses, Pedrina Costa, outros fatores relacionados à elevação são o descuido da limpeza dos ambientes e a circulação do vírus tipo 2, que teve os primeiros registros no estado no ano passado.
“Este ano ele continuou com seu potencial, as pessoas não possuem imunidade contra o vírus tipo 2, já que sempre circulou o tipo 1 no nosso município e as pessoas não podem se acostumar com a dengue, porque afinal nós estamos falando de uma doença que mata”, alerta.
Entre as dez maiores cidades da região, Limeira é a única até o momento que registrou mais casos de dengue em 2020 em comparação a 2019. O município registrou neste ano 1.626 casos de dengue e uma morte. Em 2019, o número não tinha passado de 1031. Isso representa um aumento de 57,7%.
1 de 2Lixão a céu aberto no Jardim Ernesto Kühl, em Limeira — Foto: Ronaldo Oliveira/ EPTV
Lixão a céu aberto no Jardim Ernesto Kühl, em Limeira — Foto: Ronaldo Oliveira/ EPTV
Na cidade, 50 agentes municipais percorrem os bairros todas as semanas em busca de focos do mosquito transmissor da dengue.
A agente de controle de Zoonoses Cleonice Prates conta que, depois de visitar as casas, faz um relatório com o resumo do trabalho do dia. Ela confirma que nem sempre os moradores permitem a entrada dos agentes. E diz que ainda é comum encontrar problemas nos quintais.
“A gente tem encontrado criadouros na casa, o pessoal às vezes esquece um pouco de olhar aquele pratinho, trocar aquela água do cachorro, passar a buchinha, então a gente encontra esse tipo de coisa ainda”, conta.
O combate depende da colaboração dos moradores. Na zona sul de Limeira, uma equipe da EPTV, afiliada da TV Globo, flagrou um depósito de lixo a céu aberto.
2 de 2Até vaso sanitário foi descartado em lixão no Jardim Ernesto Kühl, em Limeira — Foto: Ronaldo Oliveira/ EPTV
Até vaso sanitário foi descartado em lixão no Jardim Ernesto Kühl, em Limeira — Foto: Ronaldo Oliveira/ EPTV
No local, foram descartadas latinhas, garrafas plásticas, de vidro e até um vaso sanitário. Um local propício para propagação do mosquito Aedes aegypt.
A costureira Genilda Machado é vizinha do lixão, no Jardim Ernesto Kühl e diz que não se conforma com a situação, já que existe coleta no bairro.
“Tem lugar de jogar lixo, não tem? Mas eles não vão jogar. Eles procuram o mais fácil, não é isso? Medo dá [de pegar dengue], mas fazer o quê, se o pessoal não colabora?”, questiona.
