1 de 2Profissionais da saúde usam roupas e equipamentos de proteção durante trabalho no Hospital de Campanha do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo — Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
Profissionais da saúde usam roupas e equipamentos de proteção durante trabalho no Hospital de Campanha do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo — Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta sexta-feira (4) que o fechamento total do Hospital de Campanha do Anhembi, na Zona Norte de São Paulo acontecerá até a próxima quinta-feira (10). A maior parte dos leitos já havia sido desativada no dia 1º de agosto.
A previsão era que o contrato fosse prorrogado até final de setembro, mas o prefeito afirmou que a queda de novas internações por coronavírus na capital paulista permitiu a antecipação da desativação.
“Hoje com os números que a cidade tem, e a própria taxa de ocupação do Hospital de Campanha do Anhembi, a cidade tem a tranquilidade de que vai poder desativar sem ter a necessidade de voltar a utilizar aqueles leitos. Até porque, enquanto os 2 hospitais de campanha passaram a funcionar, o do Pacaembu e o do Anhembi, a cidade pôde também entregar 8 hospitais permanentes. Então, com todos os leitos permanentes que foram criados, nós temos hoje a tranquilidade de poder anunciar a desativação. Desde ontem o hospital deixou de receber novos pacientes e nossa expectativa é que o fechamento final ocorra no dia 10 de setembro”, disse o prefeito.
A estrutura temporária do Hospital do Anhembi foi inaugurada no dia 11 de abril para atender exclusivamente pacientes de baixa e média complexidade da Covid-19. O espaço foi projetado para a capacidade total de 1.800 leitos, mas apenas 870 chegaram a ser credenciados. O pico de ocupações foi no dia 15 de maio, quando teve 601 pacientes.
O investimento da prefeitura foi de R$ 7,5 milhões para a reforma, com custo mensal de manutenção de R$ 28 milhões. No dia 1º de agosto, parte dos leitos foi desativada e apenas 310 estavam operando, sendo 294 de enfermaria e 16 de estabilização.
“Desde agosto nós reduzimos essa quantidade de leitos, baixando de 870 para 310 leitos. O que fez com que o custo mensal caísse de R$ 28 milhões para R$ 9 milhões. Desde o dia primeiro de setembro nós de novo reduzimos a quantidade de leitos, passamos a atuar com 150. Estamos hoje com 38 pessoas internadas lá. Ao todo foram 6.350 pessoas que passaram pelo Hospital Municipal de Campanha do Anhembi. Mais de 80 mil exames realizados naquele espaço”, afirmou Covas.
O hospital era administrado por duas associações, o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) e a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).
2 de 2Vista aérea do Complexo Anhembi, que abriga um hospital de campanha para pacientes com Covid-19, na Zona Norte de São Paulo — Foto: ANDRé PERA/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO
Vista aérea do Complexo Anhembi, que abriga um hospital de campanha para pacientes com Covid-19, na Zona Norte de São Paulo — Foto: ANDRé PERA/AGÊNCIA F8/ESTADÃO CONTEÚDO
