
Procon se reúne com Associação de Supermercados sobre aumento do preço dos alimentos
Após reunião com representantes da Associação Paulista de Supermercados (APAS), o Procon-SP anunciou na noite desta quinta-feira (10) que vai aumentar a fiscalização nos supermercados do estado para verificar possíveis cobranças abusivas em itens da cesta básica que possam ter levado à alta dos preços médios dos alimentos no estado.
Segundo a entidade, as fiscalizações começarão na segunda-feira (14) e os fiscais vão comparar o preço pago e vendido pelos comerciantes no 1º semestre de 2020 e também nesse 2º semestre. Se for constatado que os preços subiram para o supermercado ter mais lucro, o Procon-SP diz que vai notificar e multar a empresa.
“Os preços dos alimentos explodiram, um saco de arroz, por exemplo, chegou a R$ 40,00. Apesar de sabermos que se trata de uma questão macroeconômica, alta do dólar e facilitação da exportação, o consumidor não pode ser prejudicado. Cumpriremos o nosso papel de defender a população e atuaremos para combater a alta dos preços”, afirma o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez.
O foco da atuação dos fiscais, segundo o diretor, será os itens essenciais que estão mais presentes na mesa das famílias, como carnes, leite, ovos, arroz, feijão e óleo.

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Inflação e preços dos alimentos em SP
De acordo com Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o arroz já acumula alta de 25% em 2020. A cidade de São Paulo registrou inflação de 0,91% na primeira quadrissemana de setembro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela entidade. Foi a sexta alta consecutiva do indicador semanal, que teve seu piso recente na terceira leitura de julho, quando marcou 0,22%.
Na mesma leitura em 2019, o IPC da Fipe havia ficado em 0,29%. Na imediatamente anterior à divulgada hoje, a do encerramento de agosto, ficou em 0,78%. Na primeira medição do mês passado, a inflação acumulada era de 0,28% nos 30 dias até a data.
Das sete classes de despesa que compõem o indicador, cinco mostraram inflação maior ou deflação menor em relação à leitura da semana anterior: Habitação (de 0,98% para 1,03%), Alimentação (de 1,27% para 1,44%), Despesas Pessoais (de 0,51% para 0,80%), Saúde (de 0,65% para 0,67%), Vestuário (de -0,76% para -0,16%)
Apenas o grupo Transportes mostrou recuo na inflação, de 0,71% para 0,69%, e Educação manteve a alta de 0,01% da leitura anterior.
A próxima divulgação, com a inflação da segunda quadrissemana de setembro, acontecerá no dia 17.

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